
Manannan, a partir de uma criteriosa escolha de artigos, mais ou menos conhecidos, transcreve a história obrigando à reflexão sobre o peso do passado, para a (in)compreensão do presente!
A não perder!

Manannan, a partir de uma criteriosa escolha de artigos, mais ou menos conhecidos, transcreve a história obrigando à reflexão sobre o peso do passado, para a (in)compreensão do presente!
A não perder!

Photograph by H. C. Ellis
FRANCE, MARAIS
Hell's Swells
A hot spot called Hell's Café lured 19th-century Parisians to the city's Montmartre neighborhood—like the Marais—on the Right Bank of the Seine. With plaster lost souls writhing on its walls and a bug-eyed devil's head for a front door, le Café de l'Enfer may have been one of the world's first theme restaurants. According to one 1899 visitor, the café's doorman—in a Satan suit—welcomed diners with the greeting, "Enter and be damned!" Hell's waiters also dressed as devils. An order for three black coffees spiked with cognac was shrieked back to the kitchen as: "Three seething bumpers of molten sins, with a dash of brimstone intensifier!"



Jane Goodall in Léfini Faunal Reserve, Republic of the Congo, Africa
Ano: 1998
Fotografia: Michael Nichols
Photographer: James L. Stanfield
"Pastor of the world's largest religious body, Pope John Paul II incenses
an altar at Mass."
—From the National Geographic book Inside the Vatican, 1991.
Title: Sea world... from above and from beneath
Em conversa com mi compañera, em pleno trânsito da VCI, surgiu a conversa da Humanidade e de como subjugamos o planeta às nossas vontades!
"- Parasitas... somos verdadeiros parasitas... tenho-o dito e as pessoas não acreditam, mas nascemos naturalmente avessos ao pacifismo e à coexistência pacífica! Nascemos prontos a devorar tudo o que nos satisfaça sem olhar a meios!"
Bom, parece-me que, de facto, a definição da humanidade como parasitária, é correcta, porém, a ideia freudiana de que nascemos tendencialmente maus, está, para mim, posta de lado.
Na minha opinião, nascemos inocentes, como se de um vazio cheio de potencialidade se tratasse. Vamos sendo moldado à medida que o contexto em que crescemos vai preenchendo o vácuo de ideias, estigmas, estereótipos, receios e vontades.
O nascimento não tem relação com a maldade, o problema é que o contexto humano belicista em que vivemos, faz com que nos tornemos felizes ignorantes, desrespeitando tudo o que são os valores intocáveis da coexistência pacífica com as outras espécies.
Defendo que somos realmente parasitas, no sentido em que garantimos a superioridade da espécie em relação às outras, quando o objectivo da existência é o de desenvolvimento com a diferença e não com a desgraça alheia.
Apesar disto, não culpo só o Zé, aquele que dá a paulada no bicho para lhe tirar a pele (esse, não percebe ou não quer perceber as repercussões do seu acto que já se tornou natural, como se aparafusasse uma porta!), culpo o que compra a estola, o cinto, a balize, porque tem acesso à informação e olha para o lado para não ver o processo!
É neste limbo de culpas que nos vamos safando das nossas, escrevemos umas coisas e a nossa consciência acalma... porém, tudo se mantém no lento ciclo, homicida, em que a Humanidade se movimenta!
"Parasitas... SOMOS verdadeiros parasitas!"
Title: NEWS in www.imagebank.com
Cara amiga,
Se tem problemas existenciais, insónias ou não sabe o que fazer para o jantar.
Se vive deprimida, com dores menstruais ou precisa de saber se tem êxito com os homens, não deixe de fazer um teste à sua consciência.
Vá a http://www.politicalcompass.org/ e faça a sua carta astral! Em caso de ignorância extrema, poderá fazê-lo em português no jornal Público, pesquisando por Bússola Política.
Quanto a mim, caras amigas, fi-lo em português, pois nada como pouparmos neurónios com assuntos fúteis como: Direitos Humanos, Sexualidade, Consciência Social e Concepções Políticas, quando podemos ocupar o nosso tempo na lide doméstica e a coscuvilhar a vida da vizinha.
Até à próxima edição de,
O diário de Mustafa
Praia de Banhos por João Marques de Oliveira (1853 - 1927), 1884;
(óleo sobre tela) Dimensões: 46 x 49 cm;
Museu do Chiado (Lisboa);
Assim deveria começar a farpa do Queiroz e do Ortigão, quanto aos malefícios do chá!
No Verão passado, um jovem citadino [e a sua companhia ocasional, a "Dentuça"] pegou numa velha burra mirandesa, a "Ceguinha" e, durante um mês, percorreu 350 quilómetros por caminhos antigos do Nordeste Trasmontano. Uma viagem romântica, quixotesca, ao velho Portugal, o Portugal das aldeias onde ainda perduram formas de vida singulares... In Jornal Público, 22.01.2005 (Texto e fotos de Pedro Fabião). Bem escrito e sentido! A não perder...
...
Assim definia o tempo Brito Camacho na obra Por Cerros e Vales.
O Tempo é uma nova descoberta para mim... Tantas acepções, tantos significados, tantas variantes para a mesma palavra, que não resisti a escrever alguma coisa sobre ele!
De significado simples, em oposição a eternidade, adquiriu, com a cientificação e especialização da sociedade, outras referências, que a tornaram na palavra mais complexa que conheço!
Vejamos:
Tempo pode ser de coagulação ou de hemorragia, se falarmos de análises clínicas;
pode ser astronómico quando Tempo solar, sideral uniforme ou equinocial médio;
pode ser irreal e infinito, quando filosófico;
relativo ou absoluto, aplicado à geografia;
conjuntivo... adverbial, na gramática;
pode assumir a forma de um velho, curvado ao peso dos anos, barbudo, dotado de asas e empunhando uma foice, símbolo da sua força destruidora... em iconografia;
litúrgico;
chuvoso ou soalheiro, em meteorologia...
moderato, adagio, larghetto, allegro, presto... na música!
pode ser, por fim, sinónimo de moeda japonesa de cobre, arredondada, e com um orifício central...
Tudo adjectiva... mas nunca deixa de ser artificial!
O Tempo perguntou ao Tempo, quanto Tempo o Tempo tem! O Tempo respondeu ao Tempo que o Tempo tem tanto Tempo quanto o Tempo, Tempo tem!
