9.06.2005

E esta hein!?

Ontem, em pleno jantar com um ilustre amigo bragançano, após uns e outros a acompanhar uma francesinha, uma notícia escaldante acerca de um conhecido apresentador de programas televisivos, acabou por vir à baila!

De idade avançada e já a ranger a placa... continua um macho sedutor e atrevido... pelo menos, é o que dizem as assistentes destacadas para o acompanhar em destinos longínquos!

Não é que o homem, mesmo acompanhado pela mulher, ainda tem pontaria para apalpar rabos incautos que se lhe atravessam no caminho!?!!?!?!

A idade não perdoa, mas a líbido... essa é eterna!

Há macho ou não há!?!?

9.05.2005

No comment


Foto: Carlos - Príncipe de Gales (UK)
Descrição: De visita à Austrália, Carlos é recebido pelos aborígenes, que lhe oferecem a ementa típica para visitantes ilustres: lagarta. Carlos, sorri, aproveitando a ocasião para fazer as pazes com os seus súbditos sulistas, após o escândalo Camila...

9.02.2005

Britain's finest treasure

Em terras de sua majestade, quais jóias, qual quê!? Valioso, é o Domesday Book, considerado, pelos súbditos, como o mais valioso tesouro dos britânicos.

O Domesday Book foi uma inquirição geral das propriedades existentes em Inglaterra, mandada fazer, em 1086, por Guilherme, o Conquistador, vinte anos após a conquista do território. De facto, existem dois Domesday Books, designados pelo Grande e Pequeno Domesday, devido à sua diferença de tamanho.

Poderíamos traduzir "Domesday" por Dia do Julgamento Final. Esta designação terá surgido devido ao facto desta ser a derradeira prova da posse legal da terra, pelo que em séculos posteriores, ele será profusamente utilizado em tribunal, com esse propósito. Não é um censo da população, uma vez que os nomes que lá estão incluídos, são apenas de proprietários de terras.

Se alguém quiseres encontrar um antepassado Normando, pelo tipo de letra e pela dificuldade no manuseamento, será melhor consultar A J Camp in My Ancestors came with the Conqueror (Society of Genealogists, 1990).

Transcrição: Edric de Laxfield detêm Dunwich no tempo do rei Eduardo [antes de 1066], como um feudo; agora Robert Malet é o seu dono. Anteriormente [existiam] 2 carucates de terra [1 carucate equivale a 120 acres], [mas] agora 1; o mar levou o outro. Sempre arado pelo senhor. Anteriormente 12 rossadores [lavradores], agora 2 e 24 franceses [colonos franceses que eram homens livres] com 40 acres de terra, e eles pagam todos os impostos neste feudo. Anteriormente 120 burgueses [detentores de terra ou casa], agora 236; e 180 mendigos. Anteriormente uma igreja, agora 3 e pagam 4£ e 10 shillings. No total, o valor é de 50£ e 60,000 arenques como presente. No tempo do rei Eduardo, pagava 10£. Também Robert de Vaux detém um acre de terra, com o valor de 8 pence. E Norman detém 1 acre, com o valor de 2 shillings e 8 pence e Godric 1 acre, com o valor de 8 pence, e ele herdou isto de Robert Malet. Gilbert Blunt detém 80 homens que eram do mesmo Robert e paga 4£ e 8,000 arenques.



8.31.2005

Perguntas retóricas

A Lei n.º 43/2005 de 29 de Agosto, determina a não contagem do tempo de serviço para efeitos de progressão nas carreiras e o congelamento do montante de todos os suplementos remuneratórios de todos os funcionários, agentes e demais servidores do Estado até 31 de Dezembro de 2006.
Isto anda assim tão mau, até as migalhas aproveitam!?!?

8.29.2005

A lura do Cocab'chinhas



Para quem se dedica a estudar assuntos bolorentos, nada como uma visita ao alfarrabista para se deleitar com o prazer de encontrar, no caos organizado típico destes locais, uma peça de resistência!

O passado esconde-se por entre paredes de couro ou pergaminho, à espera que o bicho patudo acabe por ocultar acontecimentos escabrosos, capazes de corar a mais experiente meretriz...

Gente há que, na sua fundamentada demência, pretende reconstituí-lo... sente, até, prazer com isso! Como se de uma experiência Pavloviana se tratasse, a ideia de encontrar um documento belicoso por entre as resmas de papéis amontoados, faz salivar o bibliófilo incauto.

Assim acontece, em Braga, tal como em muitos outros locais, onde um qualquer cocab'chinhas procura, envolto em pó, o Seu livro Um de matriz borgiana, magistralmente referenciado pela Biblioteca de Babel.

Assim se saliva, por cá!

8.26.2005

Novas do passado!

Satélites artificiais poderão ser meios transmissores de mensagens telefónicas, ondas de televisão e de rádio?

Londres, 27.07.1960

Funcionários dos Correios Britânicos têm realizado discussões de investigação com as autoridades telefónicas da Comunidade e com a Companhia Americana de Telefones e Telégrafos sobre a possível aplicação de satélites terrestres a comunicações a longa distância.

O Administrador-Geral dos Correios, J. R. Bevins, disse hoje na Câmara dos Comuns que seria teòricamente possível transmitir mensagens telefónicas, e ondas de televisão e rádio, através dos satélites a distantes pontos da Terra. Essas transmissões estariam imunes às manchas solares. "Creio ser tècnicamente possível, mas temos de realizar muitíssimo trabalho mais para o conseguir, em bases financeiras e outras", acrescentou. - (R.)

In O Primeiro de Janeiro, 28.07.1960

8.24.2005

Radicalismo radicular de Helena Almeida!...Qé isso?


Em plena Biennale di Venezia, inTUS representa a nacionalidade.

Helena Almeida, através das suas conhecidas representações fotográficas, alude à intíma portugalidade.

Se o Dossier de Imprensa dedica o comentário da obra à experiência de si própria e ao do lugar, mencionando o seu radicalismo experimental é um radicalismo presencial. Ou, de outra forma, um radicalismo radicular. Ela está, toda, lá, na raiz da obra.

A verdade, quanto a mim, é que de forma involuntária, ou talvez não, a artista, nesta exposição, mostra o íntimo da noção social do ser português.

No seu melhor egocentrismo representativo, é a sua silhueta que dá forma ao tenebrismo espiritual peregrino, que alimentou a nação durante 40 anos e que se mantém, ainda hoje, através da lenta mudança mental que a sociedade implica.

A partir da sua composição videográfica, dá movimento ao tema, o da peregrinação dolorosa, em busca de um símbolo inexistente aos olhos, mas presente na mente piedosa do crente.

Faz uma mescla interessante de tradição e de inovação. Se apresenta motivos impregnados de espiritualidade, evolui, apresentando-o de forma alegórica, minimalista. Aqui, a andança sem sentido por um espaço vazio, representa a relação do crente, piedoso - pela postura e pela indumentária - com a divindade, omnipresente, mas isenta de ícones ou existências representativas.



Helena Almeida. Eu Estou Aqui - 2005.

8.22.2005

De volta ao Carnaval da vida!

Ora viva!

Cheguei após a diáspora por paragens inomináveis.... Cá vos deixo com uma peça da resistência vinda do Arsenale.

Beijos e abraços para os que por cá ficaram, na defesa do território!

Arsenale, Veneza - 08.2005

8.05.2005

Velhas historias da mae patria

Porra para a merda, os fogos continuam por ai!!?!?

Vou amanha para outras paragens, espero ter por la um leitor de CD-ROM para poder postar algumas imagens de mim... a caçar gambozinos ou a coçar a barriga em pleno Jardim Boboli!

8.03.2005

Novas de Firenze

Caros compinchas, camaradas, colegas de profissao e afins...

Uma vez que acentos nao existem por ca, ca vai tudo sem eles, mais a mais, serei breve... 30 minutos, 5€!! Uma pechincha!

Imagens, tambem sera dificil para ja uma vez que a era do CD ainda parece nao ter chegado aqui ao terminal onde me encontro...

Muito monumento, muita mulher gira, muito gajo bom e imaginem, ate gente conhecida!!!

O Platinas esta por ca e mais um ou outro conhecido transviado!

Mal possa envio algumas "No Comments Italianos".

Beijinhos e abracos a quem quer e nao pode!!!

7.28.2005

Tréguas, por alguns dias!

Apesar do cargo em que fui mandatado e da vontade de continuar na escrita, terei de me ausentar para outras paragens... Tentarei ir enviando notícias desses destinos longínquos, nem que seja só por imagens...
Até ao meu regresso, obrigados, muitas posperidades e um bem hajam para voxelências!

7.26.2005

AMIE à Presidência


Está a nascer por entre o mundo blogueiro um movimento de apoio à candidatura de AMIE à Presidência da República.

Tendo sido nomeado (caso ganhe) Mestre de Cerimónias, desculpem, Porta Voz da Presidência da República, agradecia que enviassem o pedido de cunha ao cuidado da candidata, que logo terá o que vos arranjar!

Mais informo que o Adido Cultural da Presidência já tem dono.

O Programador de campanha, também já está atribuído.

Quantos aos outros, estão ainda vagos, portanto, força nesses dedos para o apanhar primeiro!

Cumprimentos cordiais,

Quiosk
(Candidato a Porta Voz da Presidência da República)

Por quem dobram os sinos!

Começa hoje uma nova era para o Quioske, já somos uma comunidade, outros podem seguí-lo... ainda que tenham de provar a qualidade bestial de que são detentores!
Cavaleiro que dizia Ni. e Quiosk, vanguardistas e tudo, continuarão cada um com a sua temática: o primeiro Aviões de por os olhos em bico, o segundo Bicos de por os olhos em avião!
Cá estamos, agora no plural!

Não tenhas medo ícaro!!


















Já estou a ver as toneladas de reclamações por parte de agricultores, floricultores, criadores de gado e banhistas, quando estes bichinhos começarem a sobrevoar os céus e a tapar o sol com a sua bestialidade....


Airbus A380

Comprimento - 73m
Altura - 24.1m
Diametro da Fuselagem - 7.14m
Envergadura de asas - 79.8m
Nº de Pax - 555 (nas companhias deverá subir para os 700)
Tara - 276 Toneladas
Peso máximo - 562 Toneladas


NI!

Novas do passado!


Em busca de novas do passado pelo grande livro de tudo o que existe (ou quase), encontrei uma indicação de um parente directo mas longínquo, que valerá a pena citar.

É uma passagem vil para os leitores actuais, mas lisonjeira quando da sua 1ª edição, penso que por volta dos anos 50 ou 60 [sem certezas], caso contrário, faltaria algum bom senso ao autor para proferir tais palavras...

Nasceu aos 27-IX-1831, na Praça Nova, como era então denominada a actual Praça de D. Pedro IV, da capital portuense. Em 1850, tinha 19 anos, era já uma mulher feita, forte, a pender para gorda, mas fermosa, de formas esculturais, e muito preseguida pelos paralvilhos românticos, que pelos vistos não se importavam que as suas visões assiónicas fossem revestidas de alguma carne.
Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira, vol. 22, p. 45.

Claro que fazia também uma análise à sua obra e à sua faceta inspiradora, dados menos interessantes para o âmbito deste blog.

Será que as feromonas são genéticas!?

7.25.2005

Voyeurs eruditos!

Ao passar os olhos pelos comentários ao último post, percebi que a curiosidade quanto às feições de quem escreve algo, é inata!

Pretendemos sempre saber qual a máscara que produz tal coisa, sendo ela interessante ou não... Não me excluo desse rol de gente ávida por saber quem é o outro, somos voyeurs!

Não me considero um mirone, daqueles que perscrutam as frinchas das portas à espera de uma silhueta, antes, sou daqueles que navegam sem cessar com vista a descobrir uma identidade, chamo-lhe o voyeurismo erudito. Deixamos a privacidade para cada um e apoiámo-nos na necessidade de vestirmos as palavras com um corpo, um rosto, uma personalidade.

Isto dos blogs, tem muito que se lhe diga... Aqui, podemos ser quem nunca fomos, ser o que somos mas não admitimos ser ou, simplesmente, ser.

Acredito que exista um padrão quanto à escrita e ao tipo de posts que cada categoria de pessoa inculca no seu espaço privado, mas não pretendemos fazê-lo, até porque a vida puxa-nos para outras áreas de estudo que não a sociologia da computação [será assim que se chama ao dito campo de estudo?].

Continuo a querer saber quem usa a tal presopos, mas continuo a não querer revelar a minha e de meus astutos compinchas!

Devo porém relevar que os nomes são mesmo os indicados, não se admirem, somos todos habitantes da longínqua Macondo...

7.22.2005

Onde está o Wally?

Fonte: Velhinhos rijos comó aço!
Author: Marta Jorge

Legenda (da esquerda para a direita, de cima para baixo):

1 - Gervásio Antunes - Caixeiro Viajante;
2- Asdrubal Bechiguento - Coveiro;
3- Fagundes Salsaparrilha - Mordomo;
4- Mafomedes Mustaffa - Merceeiro;
5- Jermelindo Virulento: Vendedor da banha da cobra;
6- Virgolino Loureiro - Provador de Cognac;
7- Escariotes Carrasco - Vendedor de Indulgências;
8- Dibúrcio Santiago - Bordelista.

7.20.2005

Novas da ciência

Existe já há algum tempo um site com informação sobre ciência em Portugal e no mundo, com as mais frescas novidades científicas da Humanidade, de conhecimento obrigatório para quem vive na sociedade informacional em que nos inserimos.
Pena é que não traga mais novidades sobre as ciências humanas e sociais, nomeadamente sobre as ciências históricas e a ela relacionadas.

A não perder!

7.19.2005

"O teu rasto de sangue na neve" revisitado

Após uma longa ausência por motivos de alegria maior, cá estou de novo, para mais uma posta em bom português!
Ontem à noite, refastelado por entre uma luminosidade que oscilava entre o laranja decorativo e o ocre incandescente, entrei pelo mundo da cinematografia europeia e assisti ao milagre da vida, ou antes ao "A Vida é um Milagre" de Emir Kusturica.
Com sentido humanista, relata a efervescência dos Balcãs, na Bósnia de 1992, visto pelos olhos de Luka, um engenheiro ferroviário sérvio e sua comandita.
Onde outrora Muçulmanos e Sérvios conviviam pacificamente, estala a guerra e com ela, libertam-se os ódios...
Porém, nem tudo são espinhos, por meios transviados [ao meu gosto], o amor nasce por entre os escombros, ainda que pertencendo a barricadas opostas.
Chamou-me a atenção a cena em que Sabaha - Muçulmana - é atingida e Luka - Sérvio - arrasta-a pela neve à procura de ajuda...
O seu rasto de sangue mantém-se durante toda a cena, como se Kusturica, lendo "O teu rasto de sangue na neve" [conto de G. G. Márquez em Doze Contos Peregrinos] quisesse recriá-lo no cinema, apesar de o inverter no take final [de forma magistral para quem conhece o conto, mas de forma previsível para todos os outros], não fora o objectivo da película servir de plataforma de entendimento entre as facções beligerantes, demonstrando que a convivência é pacífica quando impera o Amor.
Quanto a mim um filme a não perder, pela música, pela fotografia, pelo humor brejeiro balcânico e pela genialidade de realização.