7.26.2005
Não tenhas medo ícaro!!
Já estou a ver as toneladas de reclamações por parte de agricultores, floricultores, criadores de gado e banhistas, quando estes bichinhos começarem a sobrevoar os céus e a tapar o sol com a sua bestialidade....
Airbus A380
Comprimento - 73m
Altura - 24.1m
Diametro da Fuselagem - 7.14m
Envergadura de asas - 79.8m
Nº de Pax - 555 (nas companhias deverá subir para os 700)
Tara - 276 Toneladas
Peso máximo - 562 Toneladas
NI!
Novas do passado!

7.25.2005
Voyeurs eruditos!
Pretendemos sempre saber qual a máscara que produz tal coisa, sendo ela interessante ou não... Não me excluo desse rol de gente ávida por saber quem é o outro, somos voyeurs!
Não me considero um mirone, daqueles que perscrutam as frinchas das portas à espera de uma silhueta, antes, sou daqueles que navegam sem cessar com vista a descobrir uma identidade, chamo-lhe o voyeurismo erudito. Deixamos a privacidade para cada um e apoiámo-nos na necessidade de vestirmos as palavras com um corpo, um rosto, uma personalidade.
Isto dos blogs, tem muito que se lhe diga... Aqui, podemos ser quem nunca fomos, ser o que somos mas não admitimos ser ou, simplesmente, ser.
Acredito que exista um padrão quanto à escrita e ao tipo de posts que cada categoria de pessoa inculca no seu espaço privado, mas não pretendemos fazê-lo, até porque a vida puxa-nos para outras áreas de estudo que não a sociologia da computação [será assim que se chama ao dito campo de estudo?].
Continuo a querer saber quem usa a tal presopos, mas continuo a não querer revelar a minha e de meus astutos compinchas!
Devo porém relevar que os nomes são mesmo os indicados, não se admirem, somos todos habitantes da longínqua Macondo...
7.22.2005
Onde está o Wally?
Fonte: Velhinhos rijos comó aço!Author: Marta Jorge
Legenda (da esquerda para a direita, de cima para baixo):
1 - Gervásio Antunes - Caixeiro Viajante;
2- Asdrubal Bechiguento - Coveiro;
3- Fagundes Salsaparrilha - Mordomo;
4- Mafomedes Mustaffa - Merceeiro;
5- Jermelindo Virulento: Vendedor da banha da cobra;
6- Virgolino Loureiro - Provador de Cognac;
7- Escariotes Carrasco - Vendedor de Indulgências;
8- Dibúrcio Santiago - Bordelista.
7.20.2005
Novas da ciência
A não perder!

7.19.2005
"O teu rasto de sangue na neve" revisitado

7.13.2005
Mais um para a comandita!

7.11.2005
O critério das moscas

7.07.2005
Pensamentos transviados
EUCLIDES in Livro I dos elementos.
p.s. Que raio andava o gajo a fumar para acreditar no que escrevia!?
7.05.2005
Ideias fundamentadas
Será, pois, este um dos fracassos do ensino: a inadequação da Escola à realidade exterior. Aqui se inclui a incipiente utilização de recursos iconográficos como meio de incentivar à interpretação, não à memorização.
Sobre este assunto, Duborgel[2], diz-nos que a imagem não só ensina e instrui como também educa, catequiza e diverte. Em parte discordámos da afirmação. Ela própria é veículo de conhecimento, de aprendizagem, só por si não ensina nem educa, apenas quando interpretada, permite a construção do conhecimento.
Apoiado no espectro de imagem como suporte iconográfico, Duborgel ter-se-á esquecido da necessidade da análise iconológica do objecto visualizado. Se o autor define a imagem como algo representativo de uma acontecimento ou facto, como se de um retrato se tratasse, Panofsky vai muito além dessa visão simplista, defendendo a importância do estudo exaustivo e interpretação do documento iconográfico em causa, como forma de aprendizagem seriada e consistente[3].
Duborgel continua com a sua definição simplista, diz-nos que a imagem é um instrumento de informação, o reservatório de conhecimento, saber ou pré-saber, documento ou pré-documento, facto de motivação, discurso, ensinamento e saber ilustrados, meio de ilustração da aula, do discurso e do saber, utensílio de memorização e de observação do “real”, etc.
Não pretendemos com isto, desmontar a visão de Duborgel sobre a importância da imagem, apenas reforçar o facto de ser incompleta e de não se reportar aos factos realmente importantes que definem este instrumento como fundamental no processo de ensino-aprendizagem: a veiculação de informação passível de ser tratada.
[3] Iconologia deriva da palavra eikonología (linguagem figurada) em oposição à palavra Iconografia, que deriva da palavra eikonographía (pintura de retratos). Cfr. PANOFSKY, E. (1984). Estudios sobre iconología. Madrid: Ed. Alianza.
7.04.2005
Pensamentos transviados!
SÓCRATES, J. (2004). Campanha eleitoral extraordinária, após a panelinha do Santana. Ed. Dáparatodos, p. 24.

Sócrates e Santana, no seu melhor!
7.01.2005
Novas do passado!

Para tal, Cook levou consigo pessoal especializado na elaboração de mapas, artistas e cientistas (nomeadamente geógrafos e biólogos, incluindo Joseph Banks, um biólogo conhecido à altura e Charles Green, um astrónomo, cuja principal função era a de observar o movimento do planeta Venus a partir da ilha Tahiti. Assim que este objectivo estivesse comprido, Cook deveria navegar para Sul e explorar zonas ainda desconhecidas. O conhecimento geográfico ainda não tinha chegado a essas zonas do planeta, porém, acreditava-se na existência de um grande continente ainda por descobrir.
A viagem foi um sucesso para Cook. Mapeou a costa da Nova Zelândia e a costa Este da Austrália, a qual reclamou para a coroa britânica. Delimitou mais de 5.000 milhas de costa ao mapa britânico do mundo. Trouxe com ele vários desenhos, pinturas e amostras de plantas e animais que não eram, até então, conhecidos no mundo ocidental.
Cook fez mais duas importantes viagens. Entre 1772 e 1775 voltou do Pacífico Sul onde continuou a mapear as terras encontradas.
Em 1776 foi enviado novamente com vista a procurar uma passagem a Norte entre o Pacífico e o Atlântico. Encartou grande parte da costa noroeste da América, tornando-se no primeiro europeu a visitar o Hawai, entrando em confronto com os indígenas que o mataram.

6.27.2005
O Aroma da Goiaba
Douro acima...até à Rede!

A entrada, sumptuosa e definidora de um espaço nobilitado, recebe os transeuntes que, esclarecidos quando às belezas do Douro, apenas o conhecerão na sua plenitude com a permanência em tal local...

Longe da civilização, respirámos o ar perfumado pelos pólenes que pairam, por esta altura, por todo o lado.... Da varanda, a populaça está longe, a mente vagueia pelos vinhedos... respira-se e sente-se o outrora chamado de país do Douro!



6.22.2005
Manta de Retalhos VIII

6.17.2005
Manta de Retalhos VII
Tosquiador de serviço Gaja Boa

Foram estas as massacradas
6.16.2005
Novas do passado!
The Times, 15 de Abril de 1857
6.13.2005
Aos memoráveis que fizeram a história... Anónimos e conhecidos!

Caption: Cemitério de Igualada - Barcelona, Espanha
6.11.2005
6.05.2005
Mais um a estrebuchar!!!

Manannan, a partir de uma criteriosa escolha de artigos, mais ou menos conhecidos, transcreve a história obrigando à reflexão sobre o peso do passado, para a (in)compreensão do presente!
A não perder!
6.03.2005
Pensamentos transviados
MANO, P. (2005). Comentário ao post A Bem da Saúde Masculina. Porto: Ed. Quioske. p. 38.
Nota do editor: Em homenagem a esse grande pai de família, que anda a comentar desta forma os posts do irmão!
6.02.2005
Novas do passado!

Photograph by H. C. Ellis
FRANCE, MARAIS
Hell's Swells
A hot spot called Hell's Café lured 19th-century Parisians to the city's Montmartre neighborhood—like the Marais—on the Right Bank of the Seine. With plaster lost souls writhing on its walls and a bug-eyed devil's head for a front door, le Café de l'Enfer may have been one of the world's first theme restaurants. According to one 1899 visitor, the café's doorman—in a Satan suit—welcomed diners with the greeting, "Enter and be damned!" Hell's waiters also dressed as devils. An order for three black coffees spiked with cognac was shrieked back to the kitchen as: "Three seething bumpers of molten sins, with a dash of brimstone intensifier!"
6.01.2005
5.31.2005
Respostas surpreendentes!
O ser furtivo
É como se revivesse-mos esse fatídico momento de forma completa, sentindo que ele não é ultrapassável, apesar de atenuado pelo tempo...
O ser furtivo, egocêntrico e egoísta, aproveita-se do seu próprio vazio interior, antes, do despojar de sentidos para desfrutar dos prazeres carnais, lascivos, que lhe dão forma e razão de viver! Mais não faz do que reviver momentos únicos, transpondo-os para outras pessoas, outras vivências.
Não sabe o que faz... aliás, sabe-o e, por isso, continua a desempenhar a sua função sem pudores nem amores... Sim, é uma função, desempenha um papel perverso de cópula, desenfreada e desregrada, é um amante como não há igual, temido pelos pares, ansiado pelos impares e odiado pelos pares dos ímpares!
É um ser animal, sem sentimentos, sem dilemas profundos, por opção própria ou imprópria, apenas sobrevive alimentando-se da ilusão do amor que recolhe aqui e ali, sabendo que nada dará em troca senão o presente ínfimo do esperma humano....
Enfim, é um habitante da margem esquerda do rio da ilusão, sem perspectivas de o atravessar!
Pensamentos transviados de Florentino Ariza [se não os teve, devia!]
5.30.2005
Pensamentos partilhados!
Quiosk (2005). Sem título. Porto: Ed. Mustafa III, p. 5673.
5.27.2005
Divagações de um tio embevecido!
"Olá mãe! Então que se passa!?"
"Calma!... calma!... a coisa está para breve... mas calma... não venhas a correr, filho!... Ainda vai demorar...
...aproveitaparametrazeresdecasaalgumascoisaselajáfoi
"Ok, vou já para aí!"
A tremelicar lá vamos sem demora... Terceleiros calado e colado ao banco, segurava a vida pelo braço! Depois de uma corrida alucinante pelas estradas de Portugal, lá chegamos espavoridos, ao destino!
A espera, ao relento, é longa e fria... pensamentos transviados tomam conta de nós e, apesar dos espaços diversos, a mente vagueia, atenta ao telefonema que nunca mais vem... Ainda por cima ninguém atende! Será que não têm consciência que a multidão espera, ansiosa, o berro do pequeno!?
Tininininiiiii... Tininininiiiii!
Porra é o da Nena, não deve ser a boa nova...!
"Já nasceu... já nasceu!"
Engulo em seco para manter a postura... De olhos humedecidos, terei de esperar pelo dia seguinte para ver o miúdo!
...
O encontro é revelador! Numa redoma, para ser apreciado e não tocado [como deve ser!] dorme com vontade de acordar, por entre esperneios e franzidos do sobrolho!
É giro e alto... vai destroçar os corações incautos que, em dias de Primavera, se atravessarem à sua frente! Não por opção de vida, apenas porque assim lhe indicam as feromonas!".
Não quero ser coruja, mas é, sem dúvida, o bebé mais bonito que alguma vez vi!
Enfim... divagações de um tio embevecido!
5.24.2005
Projecto Manta de Retalhos
Do 13º andar onde me encontro, desfruto da paisagem citadina. A vida, lá em baixo, corre num misto de entediamento individualista e de bulício contagiante!
Aproveito o meu tempo de ócio para pôr as ideias em ordem...
"A casualidade de ter uma mulher que não conheço, na minha cama, faz-me sentir desconfortável... apesar de ter sido divertido, não consigo pressentir qualquer sentimento extra que, à anos, me deixariam extasiado... Deixei-me disso, fico na minha e quando começa a cheirar a seriedade, tenho de saltar não vá o passado voltar... "
"Mexeu-se... vai acordar e logo me irá atirar um sorriso delicioso, daqueles que apetece agarrar..."
- Bom, começas a deleitar-te demais com a miúda... atenção, já sabes no que te metes!
"Vai dirigir-se a mim com a voz entaramelada enquanto se espreguiça, olha, é agora... Deixa-te estar, não acordes, não deixes que o som atrapalhe o meu desentorpecer... mmm, começa às voltas, não tarda está a abrir a pestana!"
[A noite anterior havia sido de arromba! Tinha ido a um bar com ninguém e aí encontrou o seu grupo de sempre, aquele dos solteirões que, no dia fixo, se junta no Café Guichard para a cavaqueria do costume. Desta vez, foi o centro das atenções, estava inspirado e as piadas saiam umas atrás das outras (uma raridade, pois era conhecido como o Tremelhinho, pelo facto de só trazer conversas sérias à baila!).
Olha de soslaio, alguém lhe quer roubar o mediatismo... E lá estava ela, C-A-V-A-L-O-N-A! Era essa mesmo a expressão... Não era giraça, antes, era encantadora. O seu sorriso largo e o cabelo liso realçavam os olhos grandes e provocantes. Bom, daí em diante tudo se precipitou....]
"Ahhh, vai fazer parte dos anais das histórias que nunca contarei..."
- Que raio... uma mulher com 1 metro e 90 !?... que raio viu ela em mim?!... ainda por cima, se fosse feia e desdentada... ainda se percebia, mas assim... excitante!? Devia estar com um pifo...
“Pronto acordou, acabou-se a paz!”
- Olá, bom dia querido! Dormi muito bem, e esta cama... perfeita, acho que me vou habituar... Queres-me trazer o pequeno almoço!? É escusado cozeres ovos, não estou para aí virada, hoje!
-!?!?!?!?!
A bem da saúde masculina!
Descobriram, ainda, que olhar fixamente, todos os dias, durante 10 minutos, para os seios de uma mulher, é tão benéfico quanto meia-hora de exercício físico.
Este estudo, com duração de 5 anos, tendo como cobaias 200 afortunados voluntários, demonstrou que todos aqueles que visualizaram o espectáculo inaudito, previnem em 63% o risco de sofrerem doenças cardiovasculares, diminuindo, ainda, os riscos de hipertensão.
Karen Weatherby, investigador coordenador do referido estudos, afirma:
"Olhar para os seios de uma bela mulher durante 10 minutos por dia, é o equivalente a meia- hora de aérobica. A excitação sexual aumenta a frequência cardíaca, e é benéfica para a circulação do sangue. Pensamos que, com uma prática diária, os homens podiam aumentar a esperança de vida."
5.23.2005
Projecto Manta de Retalhos
Começa neste blog e cada um dos “bloguistas” continua a história no seu próprio blog.
Mais que uma experiência pseudo literária o objectivo é a circulação por vários blogues e a descoberta dos mesmos.
Inscrições neste blog ou nos blogues aderentes.
5.20.2005
Mais um foi parido... e com bom aspecto!
Abriu um novo espaço de livre pensamento!
5.18.2005
Notícias fresquíssimas, acabadas de apanhar!
5.17.2005
Grito de protesto!
Estranho, pois pensava que era precisamente o contrário...
Se os habitantes Da cidade vêem as outras como província, nós, os habitantes dessas outras, vemos os espaços urbanos e rurais, como paralelos, de menor dimensão é certo, mas com um passado interessante e importante quando falamos de um país tão pequeno como é o nosso!
Revoltei-me com tal conceito mesquinho de realidade... Se vivemos em determinado sítio não podemos esquecer que fazemos parte de um grupo com certa unidade, ainda que abstracta e cada vez mais inconsistente [no mundo global e normalizado em que vivemos]!
Vislumbrámos a realidade de forma mais abrangente e dinâmica, nas suas formas e contextos.
Já outros, detentores de um conhecimento estranhamente limitado, pensando deter a verdade, transformam o seu espaço numa gruta, apertada, onde nenhum outro conhecimento pode entrar...
Protesto, pois, contra todos os que não querem ver a diferença...
5.16.2005
Constatação de um facto!
5.12.2005
Pensamentos transviados
QUIOSK (2005). Que raio de semana. Porto: Ed. Talecoisa, p. 12.
5.08.2005
Resposta surpreendente!
5.05.2005
Anúncio público!

5.03.2005
Pensamentos transviados...
4.30.2005
4.29.2005
"Nuntio vobis gaudium magnum, habemus Comissarium: Cuco IV
Friday, 29 aprile 2005
"Man!"
"Fui convocado!!!"
A sapiência americana...
4.27.2005
Pastas substituídas por portáteis em S. Bento
4.26.2005
O poder do clique, para o estudo do passado!
James Owen for National Geographic News
April 25, 2005
4.23.2005
Pensamentos transviados...
Leão XII Loayza in MÁRQUEZ, Gabriel García - O Amor nos Tempos de Cólera, p. 179.
As palavras que nunca vos direi...
Tanto vos queria dizer e tão pouco é legível, tal é a vontade de presença, na ausência que sinto ao pensar nos raios de luz que me fizeram crescer e viver o dilema natural do dia-a-dia...
Quero-vos aqui, comigo, para chorar a tristeza, a angústia, os pesadelos, aqueles que maltratam os sentimentos e nos tornam intransponíveis, incontactáveis...
Quero-vos aqui, não aí, para apaziguarem a minha consciência... Quero-vos aqui, comigo, só para mim, e ouvirem o silêncio da minha voz reflectido na máscara de alguém que já foi, não é, mas gostaria de, um dia, voltar a ser, sem mentiras, sem receios, sem pudores, verdadeiramente completo nos defeitos e virtudes... apenas Ser!
Quero-vos aqui, para me reprovarem com essa faca afiada que trespassa a infantilidade e me transporta para o presente...
Quero-vos aqui, para me consolarem, para que possa encostar a cabeça (lembras-te?) e pensar no mundo como um poisio perfeito, onde nada é mais importante que o amor!
Quero-vos aqui, para rever as borboletas coloridas e sentir o espaço verdejante do Crasto, esse elixir de vida que me permitia pensar em tudo como uma realidade viva, alegre, sem máculas, em que nada era cinzento e tudo... verdadeiro.
Quero-vos aqui, comigo, para vos dizer que o amor que sinto por vós é incorruptível, incondicional e único... Aos dois, com amor!
4.22.2005
4.19.2005
"Nuntio vobis gaudium magnum, habemus Papam"

Mercoledì, 20 aprile 2005
No comment

Jane Goodall in Léfini Faunal Reserve, Republic of the Congo, Africa
Ano: 1998
Fotografia: Michael Nichols
4.14.2005
Torrente literária que anda por aí, nos blogs mais insuspeitos!
Ivan... Ivan, o Terrível, parece-me ser a personagem mais destemida que conheci, por isso, ficaria com ele! Ou então o Coronel Chabert, esse poço de força sobre-humana que sobrevive à traição do próprio amor!
Já alguma vez ficaste apanhadinho por uma personagem de ficção?
Sim! Melquíades continua a ser a figura mais enigmática que conheci, ainda que suspeite que nunca tenha existido...
Qual o último livro que compraste?
Horas Más de G. G. Márquez.
Qual o último livro que leste?
Memoria de mis putas tristes de G. G. Márquez.
Que livro estás a ler?
O Amor em Tempos de Cólera de G. G. Márquez.
Que livros (cinco) levarias para uma ilha deserta?
Guia prático da sobrevivência por P. C. Oninha;
Manual da caça e pesca em 5 lições por R. Asp Utine;
Como construir uma canoa que não afunde por Sexta-feira;
Obras completas de J. Luís Borges por Jorge Luís Borges;
Enciclopédia Luso-Portuguesa por alguém... para alguém que nada tem para fazer!
A quem vais passar este testemunho (três pessoas) e porquê?
Porque são compinchas do melhor!!!
Biblioteca de Babel
Ler Provoca Impotência
Virado pro Mundo
E os vencedores são:
Os que conseguirem sobreviver na ilha deserta!
Pensamentos transviados...
4.13.2005
O poder autoritário do binómio 0_1
Neste contexto de mudança, a própria realidade sensorial e espacial sofre transformações irreparáveis, muitas vezes negada pelo ser humano. É a luta desigual da terceira vaga informacional vs a resistência à mudança humana. É, em suma, a era tecnológica em acção.
O autor define o computador como reestruturador completo da aprendizagem e da imagem. De facto assim é, se vivemos uma era informática em que o acesso à informação se define de forma completa – tudo respira informação –, a resistência pessoal às clivagens do conhecimento não conseguem acompanhar a evolução natural de um produto construído e transformado, que acelerou o conhecimento de nós mesmos e do nosso contexto, colocando-nos num patamar egocêntrico de conhecimento – o Homem domina o Saber.
De forma autoritária, o computador assume o seu papel de redefinidor de formas, de conceitos estéticos e, até, artísticos, de tal forma que a vida ocidental gira à volta dele. É neste sentido que vislumbrámos um mundo transformado em linguagem assembler (binária), em que tudo é passível de ser transformado em consequências infinitas de zeros e uns, para melhor ser compreendido e passível de ser difundido. É a era global a funcionar na sua plenitude, ainda que dividida por uma barreira desenvolvimental – o hemisfério norte económica e socialmente desenvolvido e o hemisfério sul, a quem é vedado o desenvolvimento sustentado e consequente acesso à informação.
Em suma, o autor define a mutação antropológica da era tecnológica, segundo dois conceitos: necessidade - científica: de formar, de conhecer e de difundir; e liberdade - cultural: de criar, recriar, aceder e compreender a diferença em tempos de cólera obsessiva pela normalização, também ela necessária, a nível do acesso à informação, mas recusável, no que concerne ao seu conteúdo.
4.11.2005
Pensamentos transviados...
4.08.2005
4.06.2005
O nascimento de um paradigma
4.03.2005
No comment
Photographer: James L. Stanfield
"Pastor of the world's largest religious body, Pope John Paul II incenses
an altar at Mass."
—From the National Geographic book Inside the Vatican, 1991.
4.01.2005
Parasitas...somos verdadeiros parasitas!
Title: Sea world... from above and from beneath
Em conversa com mi compañera, em pleno trânsito da VCI, surgiu a conversa da Humanidade e de como subjugamos o planeta às nossas vontades!
"- Parasitas... somos verdadeiros parasitas... tenho-o dito e as pessoas não acreditam, mas nascemos naturalmente avessos ao pacifismo e à coexistência pacífica! Nascemos prontos a devorar tudo o que nos satisfaça sem olhar a meios!"
Bom, parece-me que, de facto, a definição da humanidade como parasitária, é correcta, porém, a ideia freudiana de que nascemos tendencialmente maus, está, para mim, posta de lado.
Na minha opinião, nascemos inocentes, como se de um vazio cheio de potencialidade se tratasse. Vamos sendo moldado à medida que o contexto em que crescemos vai preenchendo o vácuo de ideias, estigmas, estereótipos, receios e vontades.
O nascimento não tem relação com a maldade, o problema é que o contexto humano belicista em que vivemos, faz com que nos tornemos felizes ignorantes, desrespeitando tudo o que são os valores intocáveis da coexistência pacífica com as outras espécies.
Defendo que somos realmente parasitas, no sentido em que garantimos a superioridade da espécie em relação às outras, quando o objectivo da existência é o de desenvolvimento com a diferença e não com a desgraça alheia.
Apesar disto, não culpo só o Zé, aquele que dá a paulada no bicho para lhe tirar a pele (esse, não percebe ou não quer perceber as repercussões do seu acto que já se tornou natural, como se aparafusasse uma porta!), culpo o que compra a estola, o cinto, a balize, porque tem acesso à informação e olha para o lado para não ver o processo!
É neste limbo de culpas que nos vamos safando das nossas, escrevemos umas coisas e a nossa consciência acalma... porém, tudo se mantém no lento ciclo, homicida, em que a Humanidade se movimenta!
"Parasitas... SOMOS verdadeiros parasitas!"
3.30.2005
Mar agitado, o das palavras!
Como é ternurenta a relação do escritor com o leitor! De uma generosidade imensa… daquele que nos oferece a sua realidade mental, mesmo ocasional, para que nós a possamos transformar em sentimentos e experiências, viajando, assim, por um mundo que não é o nosso mas que reflecte, muitas vezes, a nossa própria realidade sensorial...
De tal forma que vivemos outra vida, a da personagem, para dizermos o que ela não disse, mas que sabemos que queria dizer... viajamos pelo mundo das imagens transformadas em palavras…
Viajar... e viver, gritamos por viver, longe de tudo o que nos oprime e nos impede de respirar o ar puro da sinceridade!
Gritamos por vida, por liberdade de pensar e agir, por tudo o que nos prende ao presente e não nos deixa evoluir e crescer!
Tristeza, choramos por tristeza... de pensar, de sentir, de querer, mas não querer, não conseguir, não ser capaz de deixar e seguir em frente!
Ah livro maldito que nos fazes escrever o que não queríamos sequer pensar...
Ah livro ardiloso que nos queres dizer aquilo que sabemos, mas não queríamos saber!
Ah livro labiríntico que nos impele a entrar mas não nos deixa sair!
Ah livro amigo, confidente, sentido, que nos explicas o que conhecemos mas não queremos ver!
3.26.2005
Fica na merda, meu amigo... é o que te desejo!
3.25.2005
Quando a calmaria surge... fica o silêncio!
Bom, é que, quando nos referíamos à falta de inspiração, estavamos a referir-nos ao nosso caso particular!
De facto, foi-se a inspiração e como ainda não subejou o talento, fica o silêncio!
Esperamos em breve satisfazer os mais cupiosos intímos com uma história de arromba que ainda não nasceu, nem no papel nem no intelecto...
Aguardo, pois, notícias minhas a qualquer momento!
3.23.2005
Quando a inspiração se vai...
Outras, como esta, simplesmente não surge!
Por vezes, a leitura de um bom livro, dá-nos pica para nos colocarmos na pele da personagem, submergirmos na história narrada e apreciarmos o que se passa lá em baixo, no sub-mundo da ilusão!
De tal forma que não queremos acordar dessa neblina que nos embrenha!
Pensei em escrever sobre o tabaco... nããã...hoje não é o dia! Não estou com paciência para pesquisar e construir um texto que não seja este, o das ideias, infundadas e inconsequentes!
Ideias imberbes e inconstantes que mais não são do que prefixos perdidos num mar de figuras de estilo (obrigado bárbulo!) que mais não fazem do que florear uma certa verdade... quando a inspiração se vai....
3.22.2005
Memória das minhas putas tristes ou, a minha realidade romanceada!
Quer dizer, não saiu, já tinha saído, mas só agora chegou a Portugal o novo livro de Gabo.
A história de um ancião que, para festejar os seus 90 anos, decide oferecer a ele mesmo uma noite louca de prazer com uma adolescente tenra.
Seria de pensar que tudo acabaria com a morte do viejo, depois do esforço físico exacerbado! De facto, assim é: morre a solidão empedernida que com ele viveu até aí.
Nasce o amor, tal como com María dos Prazeres que se havia apaixonado, no fim da vida, pelo motorista que a salvou da borrasca!
Um amor correspondido, aquele que fez Ariza comer pétalas de rosa apenas para sentir o que pensava ser o cheiro da sua amada! O mesmo que fez Delaura abdicar dos seus princípios ou que fez Sierva María aceitar os padrões ocidentalizantes....
Esse mesmo, que fez Rebecca matar o seu possante Buendía, ou aquele que manteve Amaranta só, cozendo, lentamente, a sua própria mortalha, esperando a morte...
Bom, esse mesmo que faz o transviado leitor cantar, sorrir, chorar... berrar...BERRAR!
Ao velho, deu-lhe para pedalar...
Tão importante quanto a possibilidade do amor aos 90, toca pela ternura com que define a velhice e pela forma como torna perceptível - para quem nunca por lá passou, mas para lá caminha - o misto de nostalgia/saudade com que se vê o passado e se estranha o presente, mesmo quando influímos na opinião de outros.
Memórias sobre o amor e outros demónios, quando se anunciava a morte do patriarca solitário!
3.18.2005
O diário de Mustafa: Bússola Política
Title: NEWS in www.imagebank.com
Cara amiga,
Se tem problemas existenciais, insónias ou não sabe o que fazer para o jantar.
Se vive deprimida, com dores menstruais ou precisa de saber se tem êxito com os homens, não deixe de fazer um teste à sua consciência.
Vá a http://www.politicalcompass.org/ e faça a sua carta astral! Em caso de ignorância extrema, poderá fazê-lo em português no jornal Público, pesquisando por Bússola Política.
Quanto a mim, caras amigas, fi-lo em português, pois nada como pouparmos neurónios com assuntos fúteis como: Direitos Humanos, Sexualidade, Consciência Social e Concepções Políticas, quando podemos ocupar o nosso tempo na lide doméstica e a coscuvilhar a vida da vizinha.
Até à próxima edição de,
O diário de Mustafa
3.17.2005
Estranho mundo o do futebol!
Num estádio confortável e quentinho, para o frio que estava lá por fora, tinham que me calhar um bêbado, um charolo, um fedorento e, imagine-se, outro bêbado!
À minha esquerda, nada a declarar [iam comigo e, como provavelmente vão ler este post, é melhor não desdenhar!], companhia fabulástica, não fossem as trombas do rapaz que nos ofereceu o bilhete, quando, aos 73 m 13 s da segunda parte, o Penafiel marca mais um e eu não me contenho, desfaço-me em risos infantis provocando um mal-estar generalizado...
De um lado aconselhavam-me bom senso, uma vez que o bêbado, o charolo, o fedorento que já estava bêbado e o outro bêbado começavam a babar de raiva [insisti que era do excesso de cerveja, mas os outros não acreditaram...]!
À frente, rezavam para que continuasse, à espera que uma galheta vinda da direita me serenasse os ânimos e me fizesse engolir o prognóstico de 0-1 para o Penafiel!
Do outro lado... bom, do outro lado acho que não havia nenhuma opinião formada sobre... nada... a avaliar pelos comentários variados: - Anda filho da puta! Corre filho da puta! Chuta filho da puta! Defende filho da puta! Fooooda-se, pó caralho do bimbo!
Apenas começavam a achar que seria interessante descarregar alguma da frustração que o 0-2 propiciava...
Bom mas o caso é que, estando eu num habitat estranho, como se do Microcosmos se tratasse, eu era, de facto, o elemento parasitário!
O bêbado, o tóino... antes... os bêbados, estavam siderados com os impropérios que lançavam a uma e outra equipa, ao árbitro e até uns aos outros!
La compañera, deliciada por estar num estádio do adversário, como se de uma clandestina se tratasse, vibrava em silêncio com a desgraça dos caseiros, febril rival do clube do curaçonhe!
O verde narigudo, feliz por arranjar bilhetes "à borla", via o jogo em silêncio com uma dor tão profunda que extravasava o seu olhar ao ver o inevitável...
À frente, o doador de órgãos, chorava os bilhetes oferecidos, pois, para além de "gajos da província", não eram do sistema... imagine-se... nem do Benfica eram! Ainda por cima, o baixinho gordo não parava de rir!!!
Eu... vibrante e efusivo como sempre, mantive-me calado, taciturno e com bico de pato até ao segundo golo. Aí, tive de sorrir... estava a saborear a desgraça dos outros... afinal, também sou humano!
3.15.2005
O sinistro caso do cartaz assassino!
Não, não existe uma única palavra em toda a superfície, apenas a imagem, carnuda, desculpem... desnuda de um bife! Sim, é assim que o transeunte da dita estrada (eu incluído) vê a rapariga... não interessam as suas qualidades pessoais, apenas a peça!
Faz-me lembrar a célebre apologia da carne brasileira, não interessa que ela não seja sujeita a exames veterinários, o que importa é encher a boca com o suco sanguinolento que ela larga, lembras-te?
Bom, retomando a história... dou por mim a contorcer-me para manter a visibilidade para o placard e, com isto, a acercar-me do carro do lado! Não fora a minha companheira de viagem ter-me alertado para a baba que escorria já pela camisa abaixo, teria sido mais um galardoado com a medalha de mérito da Grã-Ordem do Esmurra o carro ao Alfacinha!
Mais uns anos e os meus reflexos não seriam tão lestos... Estabilizo o carro e com ele o pensamento...
Penso na sociedade em que vivemos... no culto do corpo e da imagem. Como se do presente que recebemos, apenas nos interessasse o papel que o circunda, não nos importando com o objecto ofertado!
Não querendo aumentar o número de pessoas que me considera um louco, afirmo que aquela imagem mais não é do que o espelho do mundo....
Insinua a nudez... mas não mostra o rego! [Seria uma heresia.... e os valores? e a moral?]
Trabalha-se a imagem... mas não se quer que abra a boca! [Estraga a fotografia... é preciso estar quietinha e a parecer confortável... não, não! mantêm a perna retorcida... isso! Muito bem!]
Pede-se um sorriso... mas não se olha à tristeza! [Não quero lágrimas! Pronto, já passou, não se fala mais nisso, ok!?]
Enfim, pensámos no Ter, mas não queremos o Ser! [Teríamos de a aturar!]
2.16.2005
Com a entrada do Outono vão-se os banhos e fica... o chá!
Praia de Banhos por João Marques de Oliveira (1853 - 1927), 1884;
(óleo sobre tela) Dimensões: 46 x 49 cm;
Museu do Chiado (Lisboa);
Assim deveria começar a farpa do Queiroz e do Ortigão, quanto aos malefícios do chá!
2.15.2005
Os portuenses do Agostinho!
Geralmente falando são os portuenses de estatura mais que mediana, têm a cor do rosto alguma coisa morena, mas animada de um rubicundo agradável, olhos e cabelos pretos, rostos compridos, corpos bem feitos e constituição robusta. Têm a alma nobre, sentimentos honrados e acções civis.
In COSTA, Agostinho Rebelo da - Descrição Topográfica e Histórica da cidade do Porto (...) datada 1788 (...). 3ª Ed. Lisboa: Fernesi, 2001.
2.03.2005
De Burro pelo Nordeste Transmontano
No Verão passado, um jovem citadino [e a sua companhia ocasional, a "Dentuça"] pegou numa velha burra mirandesa, a "Ceguinha" e, durante um mês, percorreu 350 quilómetros por caminhos antigos do Nordeste Trasmontano. Uma viagem romântica, quixotesca, ao velho Portugal, o Portugal das aldeias onde ainda perduram formas de vida singulares... In Jornal Público, 22.01.2005 (Texto e fotos de Pedro Fabião). Bem escrito e sentido! A não perder...
2.02.2005
Abraço Padrão
É um clássico utilizado em ocasiões formais.
Embora generalista, é benéfico e utilizável em todos - crianças e adlutos, homens e mulheres...
O abraço padrão pode significar:
a) Mmmm, gostaría de a conhecer melhor... essas formas são... proeminentes......
b) Parabéns!!! Esta ocasião é muito especial, que seja uma boa recordação para toda a vida! (qualquer que seja - aniversário; casamento; alturas, enfim, intímas e exploratórias....)
c) Ohhhh, grande!!!
Por aqui??
Tá tudo?
Sei que estás vestido bem demais para a festa de bêbados em que nos encontrámos! Pensavas que vinhas para o engate, farrapo? Pois bem, cá vai um abraço para te amarrotar o fato, dessa forma já parecerás um tipo da malta e perderás o pudor em te embebedares até às orelhas!
[Não era bem este o sentido do abraço padrão preconizado por Keating, mas penso que servirá!]
A Terapia do Abraço
Percebi logo a intenção, tornar-me mais humano e mutar a minha carantonha macambuzia de todos os dias, não por estar mal disposto, mas antes por não estar alegre!
Deixemo-nos de desabafos e vamos ao que interessa!
Os tipos de abraços....
2.01.2005
Vox et calumpnia...
A vida sem o som da tua voz não faz o menor sentido!
Sem a tua presença...
desespero neste desterro voluntário em que me escondo
do desejo arrebatador de não mais te largar de meus braços,
de te possuir longamente e sem descanso!
O teu gosto... elixir da juventude e ópio viciante,
cuja falta nos faz cair num vazio.... um vazio igual ao da falta da tua voz!
Delaura a Sierva María in MÁRQUEZ, Gabriel García (1994) Del amor y otros demonios.
(se não o disse, devia...)
1.06.2005
"Os séculos não morrem, passam; são unidades do tempo, puramente artificiais..."
...
Assim definia o tempo Brito Camacho na obra Por Cerros e Vales.
O Tempo é uma nova descoberta para mim... Tantas acepções, tantos significados, tantas variantes para a mesma palavra, que não resisti a escrever alguma coisa sobre ele!
De significado simples, em oposição a eternidade, adquiriu, com a cientificação e especialização da sociedade, outras referências, que a tornaram na palavra mais complexa que conheço!
Vejamos:
Tempo pode ser de coagulação ou de hemorragia, se falarmos de análises clínicas;
pode ser astronómico quando Tempo solar, sideral uniforme ou equinocial médio;
pode ser irreal e infinito, quando filosófico;
relativo ou absoluto, aplicado à geografia;
conjuntivo... adverbial, na gramática;
pode assumir a forma de um velho, curvado ao peso dos anos, barbudo, dotado de asas e empunhando uma foice, símbolo da sua força destruidora... em iconografia;
litúrgico;
chuvoso ou soalheiro, em meteorologia...
moderato, adagio, larghetto, allegro, presto... na música!
pode ser, por fim, sinónimo de moeda japonesa de cobre, arredondada, e com um orifício central...
Tudo adjectiva... mas nunca deixa de ser artificial!
O Tempo perguntou ao Tempo, quanto Tempo o Tempo tem! O Tempo respondeu ao Tempo que o Tempo tem tanto Tempo quanto o Tempo, Tempo tem!
12.27.2004
Das Bacantes às Nymphs.... que raio de tradução!
Exposta no Salão da Royal Acamedy of Arts, nesse mesmo ano, com o número 868 do catálogo, apresentou-se com a fidedigna tradução de A dance of nymphs.
Nada a acrescentar se a tradução fosse a exacta...
O letrado tradutor, pelo contrário, adulterou todo o sentido da composição. De Bacantes excitantes e provocatórias no seu culto isotérico, a Ninfas, juviais e inocentes, belíssimas, sem dúvida, mas sem a carga eminentemente sexual das primeiras.
Senão vejamos o significado de uma e de outra:
Por Bacante, designamos as sacerdotisas do culto a Baco, as mulheres que tomavam parte nos bacanais.
De puritanas à procura da elevação do espírito e à santificação da vida, rapidamente o fanatismo pelo culto tomou proporções grutescas, em que os excessos, a embriaguês e o furor orgiástico procurava alcançar uma elevação superior. Correspondiam a três grupos: as Furiosas (verdadeiras ninfomaníacas que, depois de sugarem os fluídos corporais, antropofajavam os vários parceiros, segundo a minha fértil imaginação!); as Tíadas ou sacerdotisas (puras donzelas que não aceitavam a fornicação pura e simples, ao contrário, mascaravam-se com presopas gregas com vista a não serem reconhecidas, mantendo assim limpa a sua imagem santificada... que delírio!); e as Coras (verdadeiras devassas, do mais puro hardcore clássico, aliás, será esta a origem da palavra, já que a depravação chegava a tal ponto que faziam-se concursos públicos para se saber quem aguentava com mais indivíduos...[!?]).
Já as Ninfas... eram verdadeiras divindades! Personificavam a força da Natureza, especialmente o princípio húmido que presidia aos rios, fontes, etc. Para Homero, eram filhas de Zeus, nascidas das águas dos céus que, caminhando por vias secretas, apareciam à superfície sobre a forma de mananciais.
Corrigimos, pois, 205 anos depois, o erro do editor do catálogo!
Pelo erro pedimos as nossas desculpas!!!
12.22.2004
Dr. Mirandela... ou o cientista que sabia escrever!
- Tratado único do uso e administração do azougue nos casos em que é poïbido, Lisboa, 1708;
- Medicina Lusitana: socorro délfico aos clamores da natureza humana para total profligação de seus males, Amsterdão, 1710 (2ª ed., 1731)
e Âncora Medicinal para conservar a vida com saúde, Lisboa, 1721 (2ª ed., 1731; 3ª e 4ª em 1740 e 1754).
São alguns dos maiores êxitos de Francisco da Fonseca Henriques, doutor em Medicina pela Universidade de Coimbra, nascido em Mirandela em 6.10.1665 e morrido(?) em Lisboa em 17.4.1731.
Personagem principal das notícias anteriores, era, até hoje, um desconhecido para mim, tal como, acredito, para muitos... e continuará a ser, enquanto não derem uma espreitadela neste blog!!
Foi um cientista erudito. Médico de D. João V, era conhecido por Dr. Mirandela! Porquê?
Será difícil de encontrar uma resposta sustentada... Escreveu variadas obras entre 1708 e 1721.
A qualidade do que criou era tal, que foram feitas várias reedições de dois ou três livros seus - pasme-se, no país iletrado e rabugento que eramos (e que somos!?). A pureza de linguagem é marcante, motivada, talvez, pelo profundo conhecimento do latim que detinha.
De notar ainda a obra, Aquilégio medicinal em que se dá notícia das águas de caldas, de fontes, rios, poços, lagoas e cisternas do reino de Portugal e dos Algarves... dignos de particular memória, Lisboa, 1726. Última obra, a servir de corolário a uma vida dedicada à ciência e erudição... Triste a natureza humana quando nos confinamos a uma coluna de uma qualquer enciclopédia, após uma vida de sacrifício!
12.20.2004
Limões azedos...refrescam muito e previnem a podridão!



















