10.20.2005

Livro (sugestão)

"A aventura humana tem uma finalidade.
Não acontece ao homem o que ele merece, mas sim, o que se lhe assemelha.
O mundo não é absurdo e o espírito humano não é de forma alguma inapto para compreendê-lo.

Pelo contrário, pode ser que o espírito já tenha compreendido o mundo, mas ainda não o saiba.
O homem é feito de mistérios e visões. O mundo exterior é pouco instrutivo, a menos que seja visto como um reservatório de símbolos com significações escondidas
É evidente que o homem não tem conhecimento de si próprio à altura do que ele "FAZ".
E se não o tem é porque a organização social o priva, baseado em idéias caducas.
No entanto, tudo nos incita a pensar que as coisas se modificarão rapidamente. Que a agitação das massas, a formidável pressão das descobertas técnicas, o movimento das idéias, a mudança dos antigos princípios, levará o homem a sentir nascer em si mesmo a "Nova Alma" e descobrirá a liberdade de "Poder ser Causa".
Deus criou-nos o menos possível. A liberdade de "Poder ser Causa", quer que o homem se refaça a si mesmo.
Temos a liberdade de vir a ser, no centro de uma eternidade que É, visão do destino humano ligado à totalidade do universo.
Não é a primeira vez que na história da humanidade, a consciência humana é obrigada a passar de um plano para outro. E a passagem é sempre dolorosa.
Inteligência total, consciência desperta, o homem se dirige para as conquistas essenciais, no seio deste mundo em pleno renascimento.
Começamos a perceber, e para sempre, que para o homem reconhecer, amar e servir apaixonadamente, o universo, de que ele é o elemento mais importante, é a única razão aceitável."
Louis Pauwels - Jacques Bergier in "O Despertar dos Mágicos"

Aqui está a eterna sugestão no que toca a livros. Estou nos copos.... livros? - olhem leiam o... e pronto, nunca escapa, sempre presente, mas e então, não é por isso que somos marcados por algo, pela perpetuação da sua influência em nós manifestada nas mais simples das nossas acções.

"Este livro não é um romance, embora a intenção seja romanesca. Não faz parte da ficção cientifica, embora nele se deparem mitos que sustentam esse género. Não é um conjunto de factos estranhos, embora o Anjo do Bizarro se sinta à vontade nele."

É um livro poderoso, revelador, principalmente pela forma não facciosa de como os dados são fornecidos e tratados - "«Havia uma quantidade de disparates no livro do Pauwels e Bergier.» Eis o que dirão. Mas se tiver sido este livro a provocar a curiosidade de aprofundar o assunto, o nosso fim terá sido atingido."

É, para mim, exemplificativo dos MEUS amigos, andamos por aí, à procura, e tentamos não descurar nada, é o Quiosk... desfrutem... Ni!

"«Olha, há um tesouro na casa ao lado.
- Mas não há casa alguma aqui ao lado.
- Então construiremos uma!»"

P.s. Só arranjei foto da capa da edição francófona.

Pensamentos transviados!

Desesperadamente à procura de uma identidade perdida...

ANÓNIMO (2005). Ando à procura de uma nova imagem para o cantinho. Macondo: Ed. Mini-me, p. 6345.

10.19.2005

Curiosidades

Em pesquisas transversais pelo google.com, fiquei a saber que este motor de busca varre, pelo menos, 8.060.000 páginas de Portugal, num universo de 8.680.000.000 mundiais. Portanto, 0,092 % das páginas na web serão portuguesas. Já páginas na nossa língua materna, são indexadas 46.900.000 páginas - 0,54%.
Portanto, de todas as páginas web escritas em Português, apenas 17% do total são originárias do nosso rectângulo, manifestamente parcas para a importância do espaço como construtor de uma identidade linguística.
Já em Espanha, existem cerca de 51.000.000 páginas, 0,58% do total de páginas existentes, sendo que, em espanhol, existem por volta de 113.000.000, logo, correspondem a pouco mais de 45% do total de páginas existentes naquela língua.
Assim se diferenciam realidades e assim de constrói um mapa da influência estratégica mundial de povos vizinhos.

No comment

10.17.2005

Cá merda....

Blog simpático, com masculinidade duvidosa, e dupla personalidade - uma mais latente que a outra - pretende conhecer links de outros blogs, honestos, brincalhões, sérios quando tem de ser e com idade não superior aos 93 anos de idade, para possível relação futura!

Trocando por miúdos:

Mudei o template do blog e pumba... foram-se os links!
Lá está, quem não sabe é como quem não vê!

Cá merda... demorou tanto tempo....

10.16.2005

Farfalha o farfalho, faz favor!


Cá estamos mais uma vez para aquecer as hostes com assuntos sem nexo e com actualidade duvidosa!

Após uma semana por terra de infiéis, cá estou de novo... na dos bárbaros! Sim, porque isso de conotar infiel com atraso social, é um sintoma xenófobo do outro que o designa!

Bom, por cá, já meio moçarabe, vou absorvendo conceitos duplos... por um lado, noções de alcoologia e da arte de bem se emborrachar, tão bem definido pelo doutor Ni, por outro, o umbigo alheio, que não cheguei a ver...

É uma questão cultural meus amigos... e mai nada!!!

Sentido? Qué isso!?

10.10.2005

Oooooolááááá´, mais uma vez apanhados... de calças na mão!

" Quando se bebe uma bebida alcoólica a sensação de frio na face, nas mãos, na pele, diminui ou desaparece mesmo, sendo substituída por um certo rubor, o que leva a afirmar que “o álcool aquece”. No entanto, o que acontece na verdade é uma deslocação de sangue, do interior do organismo para a superfície do corpo, por ter ocorrido uma dilatação passiva dos vasos sanguíneos cutâneos. Isto acabará por causar ma considerável perda de calor por irradiação.Bebendo álcool “para aquecer num dia de frio”, o que na realidade se dá é um aumento da temperatura cutânea (por passar a haver maior circulação de sangue) e simultaneamente, os órgãos no interior do organismo (onde era essencial haver calor) perdem calor, arrefecidos, por um sangue que volta para o interior, mais frio.Conclusão: O álcool não aquece o organismo, mas, pelo contrário, provoca-lhe perda de calor.

in Mello, M.L. et al, “Manual de Alcoologia para o Clínico Geral”, Delagrange, Coimbra, 1988.

E cá está, sempre que, ainda que por momentos, pensamos ter fincado as unhas numa pequena fatia desta vida, pensamos ser senhores de algo, inchados pela recompensa da clarividência auto-adquirida, eis que...... REBOOT, não é nada disso, apaga e começa outra vez ao mesmo tempo que sentimos a tensão dos cordéis sob o esticão Do Marionetista.
O alcoól não aquece.... m**da!!!

10.07.2005

Nós comment e votent


Título: Vote... Salsaparrilha para bem da sua saúde! [Se não votas !%#"&$]

Objectivo: Por uma cruzinha em cada quadrado que encontrar!

Fonte: MISTELA - Movimento Independente para uma Sociedade Totalmente Endependente e Livre de Anormalidades.

10.06.2005

Ele comment



Título: Sr. Arrifana, homem doente, solicita uma oração conjunta em seu nome, pedindo que lhe concedam o milagre de ser tratado da sua limitação, patológica, em abrir os olhos.

Objectivo: Ser tratado da sua maleita.

Fonte: Judasmen.

10.05.2005

Tu comment


Titulo: Rolling Heads.

Sub-título: Domingueiros calorentos, apoiam vocalista do Agrupamento Musical "Zé Tó e os Foliões".

Objectivo: Colocar todos os votantes no mesmo cartaz.


Fonte: Câmara Indiscreta.

10.03.2005

Eu comment

Título: Representantes da Associação Portuguesa de Mal-Humorados
Congénitos, com Cabeleira Farfalhuda e Narigão Postiço - APMHCCFNP,
candidatam-se em coligação, querem tratar de mudar!

Objectivo: Acabar com os sorrisinhos e cochichos em volta dos seus membros.

Fonte: voudaquiparaali [do melhor!]

10.02.2005

Leituras transviadas!

Num desses dias em que pensamos na nossa vida macaca... dei de caras com o Dryopithecus e mais umas tantas entidades, relativas à Evolução Biológica Humana.

O tema não será esse antepassado comum nosso, iremos atentar no surgimento das primeiras teorias sobre a evolução humana.

É sabida a repugnância que conceitos científicos causavam ao sistema, intrincado, de conhecimento/religiosidade, que dominou o espírito cristão ao longo de séculos.

Este pensamento não era infundado, residia, antes, na necessidade de justificar o incompreensível, através da intervenção divina. Daqui nasceram Adão e Eva, esses mesmos que, ainda hoje, para muitos, continuam a ser os entes geradores de vida!

Focalizemos: posição de biólogos e naturalistas eram discordantes das de teólogos e, em boa parte, filósofos, quando teorizavam àcerca das origens do Homem. Para uns, evolução natural, para outros, criação divina.

Actualmente, os conceitos estão enraizados e estão perfeitamente delimitados os campos de acção de uns e de outros, porém, nem sempre foi assim...

A génese visível desta discordância, terá surgido em 1699 por E. Tyson, com os estudos anatómicos que efectuou em chimpanzés. Nestas autópsias, terá encontrado semelhanças surpreendentes entre primatas e humanos.

Num contexto de estudo científico e de valorização do conhecimento natural, de que o século XVIII é precursor, zoólogos como C. Lineu, G. Buffon, G. Cuvier, incluem o Homem no seio da classificação animal, embora considerem as espécies como seres criados no seu estado actual.

Será já no século XIX, que será dado o passo decisivo para a conceptualização do Homem como ser evoluído a partir de um estado primitivo.

Os primeiros a chamar a atenção para as modificações morfológicas dos animais, ao longo dos tempos, foram J.-B. Lamarck e Godofredo Saint-Hilaire, na obra Filosofia Zoológica, publicada em 1809, em que propunham uma evolução fundamentada na trasmissão de caracteres adquiridos.

A crença generalizada na criação do homem em 4004 a. C. é, por esta altura, posta em causa, uma vez que, no árido Egipto, Champollion havia traduzido os hieróglifos, revelando uma brilhante civilização, 3000 anos antes da era cristã.

A lógica matemática começa a funcionar e, no meio científico, a questão quanto à verdadeira data da criação do Homem, começa a debater-se com a descoberta, contínua, de inúmeros fósseis de animais já extintos, mas que coexistiram com o ser humano. Neste aspecto, as descobertas de Boucher de Perthes, por volta de 1850, terão sido decisivas.

A ideialização de uma história contínua de evolução natural, começa, então, a ganhar forma, pelo que as teorizações de C. Darwin, terão sido a pedra de toque para um volte face, sem precedentes, na concepção da evolução do Homem, como selectiva, natural, e prolongada no tempo, tal como o ocorrido com todas as outras espécies.

Continua...

9.27.2005

Obrigado, obrigado, não merecia tanto!


Cá está o excelente puff que nos ofereceram!!

A todos, agradeço a oportunidade que me deram de adormecer, não raras vezes, no dito, muito confortável e a fazer pendent com as cortinas da sala!


9.26.2005

Don't mess with Guerrilla Girls!

Re-inventing the "F" word...

Actions posters ao mais alto nível reivindicativo, não pretendem, só, livrar-se dos espartilhos, apontam também o erro e a incoerência.

Dão sentido social à arte, quando já se anunciava a segunda morte [terá sete vidas!?], numa civilização sentada que, preocupada em perceber a globalidade, não reconhece a sua individualidade e o contexto em que vive!

Beware with the Guerrilla Girls, they are watching you...


What if Hollywood made a movie about feminism? Let's hope they don't.
Copyright © 2005 by Guerrilla Girls, Inc.

9.23.2005

Pensamentos cruzados!

As eleições estão ao rubro...

No Porto, os candidatos têm divergências ideológicas acérrimas e, por isso, defendem-nas com unhas e dentes... sempre, claro, na maior cordialidade!

Apanhamos uma destas discussões, interessantíssimas, fundamentadas na razão e tendo por base o desenvolvimento da região, como se quer:

R.Rio: Go'do!

JTLopes: Go'do não, fo'te!!

R.Rio: Fo'te tu go'do de me'da!!

Enquanto isso, uma discussão de esquerda faz-nos pensar num possível pacto de regime, num futuro próximo:

F.Assis: Sô Tôr... desculpe, sô Genheiro... não é verdade... Temos precisamente 39 bairros...

R. Sá: Sô Tôr... Chico pá... Não são nada... são 43, isso era no relatório de 2001, pá! Eu ando, aos fins de semana pelos bairros, pá!

F. Assis: Sô Genheiro, tenho a certeza que são 43 e não 39 como apregoa, isso era em 2001! Já agora quanto às Águas...

R. Sá: Pára já com isso Chico, pá! Tens razão, são 43... Mas as águas não são para aqui chamadas, pá! Sejamos honestos!

9.21.2005

No comment


Título: Espião Talibã com laca, piaçaba, sem sentido estético e

vocabulário limitado.
Fonte: SIS

9.20.2005

Labuta homem... labuta!

Certo dia, Belmiro necessitou de abrir sulcos na terra. Tinha posses, por isso, em vez de os fazer, contratou os serviços de outro para o substituir.

Deu-lhe um horário de trabalho das 8:00 às 17:00 horas.

Certo dia Belmiro, vendo o seu colaborador a trabalhar na sua função, achou que este trabalhava pouco.

Então sugeriu-lhe: - Amigo, camarada, colega, já que tens 2 mãos, com uma cava e com a outra vai regando. Olhe e já agora começa a vir das 7:00 até ás 18:00 horas, é capaz de ser melhor para si!

No outro dia, Belmiro olhou outra vez para o seu colaborador e achou-o, ainda assim, pouco produtivo.

Por isso, propôs: Caro colega de luta, já que tem, também, uma boca, podia enchê-la de sementes e, enquanto com uma mão cava e com a outra rega, podia cuspir algumas sementes, para ajudar no processo produtivo. Ahh, já agora, começa a trabalhar a partir das 6:00 para poder termina às 19:00 horas, ainda há sol a essa hora....

Noutro dia, Belmiro achou que o seu colaborador deveria trabalhar enquanto fosse dia. Portanto, sugeriu-lhe que o seu trabalho passasse a ser das 5:00 às 22:00 horas (era Verão). E assim foi.

Um dia, quando o pobre trabalhador voltava a casa do trabalho, deparou com a sua mulher com outro homem na cama. O homem, chorou vezes sem conta até que a própria mulher e o amante desesperados com aquela situação, tentaram consolar o homem, perguntando-lhe porque chorava ele assim tanto.

Ao que ele respondeu: - Se o Belmiro descobre que tenho cornos, coloca-me lá umas lanternas e põe-me a trabalhar também à noite!

Enviado por email por J. P. Miranda

9.16.2005

Pensamentos partilhados

As tertúlias do Majestic, fazem-nos pensar em assuntos transviados que vale a pena passar para o papel, sob pena de serem apagados, permanentemente, da memória...

Enquanto um ilustre jornalista do Porto se ouvia a si próprio e um não menos ilustre candidato à câmara municipal do Porto, falava sem nada dizer, outros quantos, num canto, pensavam em algo mais transcendente...

[Homem do gelo com Cutty Sark, do fino, do café e do pão com presunto em forma de coração] O que pensará o tipo sobre a desburocratização dos processos de licenciamento camarário?

[Homem sem copo, a beber os restos que sobram] Ora bem... estou aborrecido... Se até ao fim da próxima semana já tiver tirado as fotografias... sou um Men feliz... Já agora, acabar o que tenho para acabar, imprimir e ir de porta em porta vender aspiradores...

[Homem do café e do líquido da Galafura] Fundos comunitários... blá, blá, blá... programas comunitários... dinheiro... equipamentos...

[Mulher do vinho do Porto, da água com gás, da outra água com gás, do pingo e do bolo de chocolate, a cair para o lado com sono] Eheheheheheheheheheh... quando é que isto acaba!?!?! ehehehehehehehe... mm, onde estamos!? qu'horas são!? que faço por aqui!? quem é aquele!?!? Quem sou eu!?!?!!? Afinal onde vivemos!?!?!!?

[Mulher com máscara veneziana a servir de... pendente] Estes romanos são loucos!!!!! Estes tipos são loucos!!!! Em que mesa fui parar!!!!

[Mulher com verruga por cima do lábio] Ai que mal educados...

[Todos, (aos berros) menos a mulher da verruga] Pior, pior era o pote... marcava o rabo... hoje é diferente... até já há uns ursinhos para onde os miúdos vertem os seus verdes!!

9.15.2005

Encontros inesperados

Encontra-se sempre alguém conhecido nos locais mais reconditos e inesperados...
Desta vez, em plena mostra asinina, um familiar do grande e ilustre detective da Zona Franca, Pingú, surgiu em frente à câmara...
Cá está ele, Sr. José João Pingú, do Vidoedo, com a sua burra Dolcineia!

9.13.2005

Azinhoso em Festa... Burros e tudo!

Fonte: Feira dos Burros de Azinhoso
Tema: Dona Inês a desancar na burra teimosa, em plena gincana
Data: 11.09.2005


Nas entranhas de Trás-os-Montes, a Feira dos Burros, no Azinhoso, freguesia do concelho de Mogadouro, ocorreu no passado dia 11 de Setembro.

Renascida o ano passado com o intuito de reavivar a alegria daquela gente e de incentivar à preservação do burro do planalto Mirandês, baseia-se numa disputa a galope, antes, a passo, por entre um percurso ziguezagueante. A gincana, feita por novos e velhos, e em que as mulheres só entram por carolice, pretende escolher o melhor entre os melhores, ou seja, aquele que é mais teimoso que o asinino que monta!

A feira aqui existente, anual, franca portanto, será uma daquelas que, em meados do século XIII, Afonso III fundou, em contraponto com as feiras semanais. Aqui, as transacções eram isentas de impostos. Duravam de 8 a 15 dias e aconteciam nas terras mais populosas, ricas ou com melhores acessibilidades.

O objectivo era a compra e venda de produtos e, para os transportar, o burro era personagem principal, já que era ele que puxava carroças ou, em albardas, carregava os produtos, mais para troca directa do que para venda com metal.

As feiras foram-se, as pessoas migraram, a terra desertificou-se e os burros deixaram de ser necessários.

Como resultado, as festas ficaram para as calendas gregas, até que a memória se encarregou de fazer os mais velhos perderem-na de vista. Ficam as histórias de tempos longínquos, a ideia de que algo animava, outrora a aldeia, sem se saber bem como, nem onde, nem porquê...

Os invernos rigorosos e os verões abrasadores sucedem-se, e às velhas histórias acrescenta-se um ponto... e outro... e mais outro. A verdade, escamoteada por entre lendas fabulosas, transforma-se em mito, em meias verdades, antes, em imaginários sustentados no que, um dia, à muitos anos, foi uma sombra com corpo...

Todo o passado, esquecido, carcomido e bolorento, perde razão, até que um qualquer encontre um notícia de um facto acontecido e o relacione com a lenda, reconstruindo a verdade. Foi o que aconteceu no Azinhoso.

A vontade, de ferro, e a necessidade de preservar o riso, a festa, o convívio e o burro mirandês, recria um episódio de outrora, esquecido à muitos anos, ali, e em muitos outros locais do país profundo.

O povo, envelhecido e taciturno, exala, de novo, o bafo da vida, mostrando, neste grito derradeiro de existência, a sua autoridade, a sua raça... a raça do Homem em extinção!