Definir o amor, não é fácil: é pessoal e intransmissível.
Tudo o que é escrito, é redutor. Apenas simplifica o seu verdadeiro significado - algo sem chama - mesmo que nos faça corar ou lacrimejar, há medida que os olhos vão absorvendo os elos da mensagem.
Formalmente, a palavra Amor, tem vários significados, dos quais destacamos:
sentimento que predispõe a desejar o bem de alguém; sentimento de afecto ou extrema dedicação; apego; sentimento que nos impele para o objecto dos nossos desejos; atracção; paixão; inclinação; relação amorosa; aventura; adoração; veneração; sensação semelhante à provocada por droga; estado de embriaguez; prazer total; felicidade na presença do enamorado e tristeza na sua ausência...
- Bom, o que é então o amor!?
Será esse sentido de obsessão, essa dedicação cega pelo outro, compreensão total, paixão desenfreada, um charrito de vez em quando!?
- O que raio é o amor!?
Não sei.
Reduzir a palavra a todas aquelas significâncias de compreensão, respeito, carinho, é reduzí-la aos seus sinónimos, algo que é parcial e não completo.
Porém, definí-la como uma dor que aperta o coração e deixa marcas eternas é dizer que, quando se ama, esse sentimento é irrepetível.
- Então o amor será o quê, precisamente?
Talvez um contentamento descontente que só se sente no final da vida, uma espécie de infusão final que nos dá alento para enfrentar a morte... Então a palavra é para a vida ou para a morte, e que dizer dos que nem sequer pensam nisso, nunca amaram!?
Parece acertado pensarmos se amamos ou não quando no leito final, mas o que podemos fazer, aí, para remediar isso!? Nada, apenas constatar... Será o Amor tão malévolo que apenas o podemos consentir e nunca o concertar!?
Perguntas e mais perguntas fazem pensar no sentido da vida, mais do que no sentido do Amor, afinal, pelas várias significações, ela não é mais do que um sinónimo de vida, de impulso vital, quando constatado, quando sentido, quando diferenciado, quando inspirado, quando definido por dicionários, poemas, romances, frases, palavras...
Amor é Amor, sem significado simplista nem consciência de sentimento, é impulso biológico, impulso de luz, tal como a vida, é o sentimento na sua pureza natural, na sua essência mais espiritual, na sua faceta mais inocente e verdadeira.