3.29.2006
3.27.2006
Espaços aparentes
A urbe tresanda de vida!
Pessoas atarefadas cruzam-se sem nunca desviar o olhar. Os passos sucedem-se sem saber o destino. Sempre determinados não vá alguém estar atento.
Corredios, não param para descansar nem sequer para saborear os aromas ora acres, ora doces, ora incipientes que se sucedem. Gente improvável atravessa-se em caminhos ainda mais duvidosos e ninguém pára para olhar.
Desejos escondidos passam por nós sem sequer lhe sentirmos o rasto, vontades inomináveis escondem-se por detrás de máscaras que não vemos. Os vultos sim, sentimo-los, por vezes provocam calafrios lembrando-nos que alguém menos insignificante merecia um relance, mas a pressa não o permite.
Figuras amontoam-se à espera do mesmo: de uma lufada de vida que os leve dali por um passadiço perigoso, dando alento à inspiração.
Triste congénito, vazio natural, ávido por vida, coabita no imaginário de pensadores, resiste à força do tempo, sobrevive, dia após dia, ao mesmo desígnio de ontem que será, quem sabe e se deus quiser o de amanhã.
A luxúria vive lá dentro. Inglória, tenta furar por entre valores morais e éticos, bem definidos, que não podem ser quebrados.
A alegria, manifesta-se efémera, rasgando, de quando em vez, por entre as barreiras do pudor e da decência.
A verdade, débil, persiste por entre silêncios e vontades inqualificáveis que ninguém tem coragem de verbalizar.
Nada perdura no mundo real. Cá dentro, é outra coisa! Nestes espaços interiores, a vida vive, alegre, luxuriante, verdadeira, sem receios de ser quem é!
Cloé é vazia, aparente. Fantasmagórica subsiste numa esquina perto de si!
Pessoas atarefadas cruzam-se sem nunca desviar o olhar. Os passos sucedem-se sem saber o destino. Sempre determinados não vá alguém estar atento.
Corredios, não param para descansar nem sequer para saborear os aromas ora acres, ora doces, ora incipientes que se sucedem. Gente improvável atravessa-se em caminhos ainda mais duvidosos e ninguém pára para olhar.
Desejos escondidos passam por nós sem sequer lhe sentirmos o rasto, vontades inomináveis escondem-se por detrás de máscaras que não vemos. Os vultos sim, sentimo-los, por vezes provocam calafrios lembrando-nos que alguém menos insignificante merecia um relance, mas a pressa não o permite.
Figuras amontoam-se à espera do mesmo: de uma lufada de vida que os leve dali por um passadiço perigoso, dando alento à inspiração.
Triste congénito, vazio natural, ávido por vida, coabita no imaginário de pensadores, resiste à força do tempo, sobrevive, dia após dia, ao mesmo desígnio de ontem que será, quem sabe e se deus quiser o de amanhã.
A luxúria vive lá dentro. Inglória, tenta furar por entre valores morais e éticos, bem definidos, que não podem ser quebrados.
A alegria, manifesta-se efémera, rasgando, de quando em vez, por entre as barreiras do pudor e da decência.
A verdade, débil, persiste por entre silêncios e vontades inqualificáveis que ninguém tem coragem de verbalizar.
Nada perdura no mundo real. Cá dentro, é outra coisa! Nestes espaços interiores, a vida vive, alegre, luxuriante, verdadeira, sem receios de ser quem é!
Cloé é vazia, aparente. Fantasmagórica subsiste numa esquina perto de si!
3.26.2006
Mudanças intergalácticas
Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
Muda-se o ser, muda-se a confiança;
Todo o mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.
(...)
Muda-se o ser, muda-se a confiança;
Todo o mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.
(...)
E, afora este mudar-se cada dia,
Outra mudança faz de mor espanto:
Que não se muda já como soía.
por Luís de Camões
via-se...
Outra mudança faz de mor espanto:
Que não se muda já como soía.
por Luís de Camões
via-se...
vê-se...
3.22.2006
Mais outro pensamento transviado
Há dias e dias...
Dias que demoram anos, séculos resumidos a minutos. A vida rola, sem pensar nas horas intermináveis que insistem em se recriar e subsistir, por entre vontades e desejos que se apagam, num segundo!
Como diria alguém que pensa a realidade humana: É do caralho meus senhores, é do caralho!
Dias que demoram anos, séculos resumidos a minutos. A vida rola, sem pensar nas horas intermináveis que insistem em se recriar e subsistir, por entre vontades e desejos que se apagam, num segundo!
Como diria alguém que pensa a realidade humana: É do caralho meus senhores, é do caralho!
3.17.2006
Pensamentos transviados xvii
Lânguida, voluptuosa e luxuriante. Assim é a devassadora de almas.
Gosta de si. A Filáucia, palavra que melhor a define, confere-lhe uma faceta oferecida e vistosa. Não é uma mulher habitual, não é belíssima, mas tem um sex appeal inexplicável que conquista todos os que com ela engraçam.
Com tenras 16 primaveras é já centenária em memórias partilhadas e secretíssimas, que lhe dão uma aura de misticismo apelativa ao paladar. Guarda histórias inusitadas, sobrevive a cochichos pela sua passagem altiva, rejuvenesce, todos os anos, como se fosse imortal.
Vive do mito, da crença, é o que nunca foi e adorada por quem já com ela não priva, transmitindo um estranho sentimento de alegria melancólica e contagiante quando pensada ou transmitida.
É autêntica, tirana e velhaca, diz o que quer sem rodeios mediando as relações com a sua autoritária presença.
É usada por quem mais lhe quer bem, excomungada pelo azedume de conversas mal acabadas e acarinhada por todos os que a dividem.
Personifica a loucura. Extasiante e frenética, irradia charme e malícia, devorando vontades e desejos à sua passagem.
Cuca vive da lembrança e dos actos, pujante e latente. É memória recriada e construída.
Gosta de si. A Filáucia, palavra que melhor a define, confere-lhe uma faceta oferecida e vistosa. Não é uma mulher habitual, não é belíssima, mas tem um sex appeal inexplicável que conquista todos os que com ela engraçam.
Com tenras 16 primaveras é já centenária em memórias partilhadas e secretíssimas, que lhe dão uma aura de misticismo apelativa ao paladar. Guarda histórias inusitadas, sobrevive a cochichos pela sua passagem altiva, rejuvenesce, todos os anos, como se fosse imortal.
Vive do mito, da crença, é o que nunca foi e adorada por quem já com ela não priva, transmitindo um estranho sentimento de alegria melancólica e contagiante quando pensada ou transmitida.
É autêntica, tirana e velhaca, diz o que quer sem rodeios mediando as relações com a sua autoritária presença.
É usada por quem mais lhe quer bem, excomungada pelo azedume de conversas mal acabadas e acarinhada por todos os que a dividem.
Personifica a loucura. Extasiante e frenética, irradia charme e malícia, devorando vontades e desejos à sua passagem.
Cuca vive da lembrança e dos actos, pujante e latente. É memória recriada e construída.
3.14.2006
Espaços subtis
Estranhos espaços os que habitámos! Como se estivéssemos confinados à presença assídua de uma gaiola geográfica que nos imprime uma estada.
Somos, por isso, o reflexo de um contexto, antes, de um estado de graça colectivo que nos indica uma conduta, um rumo a seguir. Como se não tivéssemos direito a opinar sobre onde, quando e como trabalhar o nosso destino.
Moldados pelos que nos rodeiam, vivemos um mundo concreto, num espaço designado, com barreiras mentais profundas, aplicadas a nós e aos que connosco vegetam.
Três vezes realidade é o caminho que o grupo nos indica.
Somos, por isso, o reflexo de um contexto, antes, de um estado de graça colectivo que nos indica uma conduta, um rumo a seguir. Como se não tivéssemos direito a opinar sobre onde, quando e como trabalhar o nosso destino.
Moldados pelos que nos rodeiam, vivemos um mundo concreto, num espaço designado, com barreiras mentais profundas, aplicadas a nós e aos que connosco vegetam.
Três vezes realidade é o caminho que o grupo nos indica.
Vives aqui, com isto e aquilo e sem mais aquele objecto porque não é para ti, é para o outro!
Designámos pertences e sentimentos como se fossem todos iguais, quando não se aplicam, damos-lhe um exemplo prático e torna-se, desde logo, parecido com, logo, explicado.
É explicado, logo existe!
Tens fé, logo pensas no bem comum!
Acreditas no milagre, logo és crente!
Tudo é real e toda a explicação é válida, mesmo que o fenómeno não esteja explicado.
A irrealidade, não tem espaço, não existe, não pensa, não vive! É a estultícia de que falava Erasmus e quem a elogiar, não é estulto, é estultíssimo!
Então, se fomos designados para determinado local, não teremos nós o direito libertário de sermos irreais, de idealizarmos, de vivermos algo que vai para além da prisão última que é a consciência!?
Voto contra o destacamento por conveniência, dos lugares onde se vive!
Voto na liberdade de não existir!
Voto pela qualidade da vida irreal e da possibilidade de voar sem levantar!
Exijo viver como quero, sem paredes e sem ser obrigado a seguir o bom caminho que nos leva à velhice!
Designámos pertences e sentimentos como se fossem todos iguais, quando não se aplicam, damos-lhe um exemplo prático e torna-se, desde logo, parecido com, logo, explicado.
É explicado, logo existe!
Tens fé, logo pensas no bem comum!
Acreditas no milagre, logo és crente!
Tudo é real e toda a explicação é válida, mesmo que o fenómeno não esteja explicado.
A irrealidade, não tem espaço, não existe, não pensa, não vive! É a estultícia de que falava Erasmus e quem a elogiar, não é estulto, é estultíssimo!
Então, se fomos designados para determinado local, não teremos nós o direito libertário de sermos irreais, de idealizarmos, de vivermos algo que vai para além da prisão última que é a consciência!?
Voto contra o destacamento por conveniência, dos lugares onde se vive!
Voto na liberdade de não existir!
Voto pela qualidade da vida irreal e da possibilidade de voar sem levantar!
Exijo viver como quero, sem paredes e sem ser obrigado a seguir o bom caminho que nos leva à velhice!
Assim se vivia em Armilla, antes de ser destruída pela vã lucidez da humanidade.

3.13.2006
Pensamentos transviados
O movimento blogueiro é realmente interessante!
Leva-nos a viajar por outras realidades que, qual necessidade voyeurista, nos faz conhecer outras pessoas sem as vermos realmente e conhecendo apenas a sua melhor máscara. É o que alguém designa por amigo virtual!
Lemos e comentamos a sua actividade periódica, sentimos necessidades, vontades e desejos escondidos por entre palavras, tantas vezes, inusitadas.
Noutros casos, ao viajar por mundos diferentes, criámos resistências por se dedicar a interesses diversos dos nossos, impedindo-nos de comentar e de voltar.
Porém, outros há que, apesar da pertinência e extrema generosidade, apresentam-se desprovidos de comentários, apesar de serem estes os que necessitam de maior atenção.
Falo do blog P'los Animais, cujo número de comentário é, em média, reduzido ao número redondo que nada diz.
Talvez reflicta o quanto desconfortável é ver a miséria humana na sua faceta mais original: a do desprezo para com outros seres semelhantes, de carne trémula, cujos direitos são semelhantes aos nossos, mas que, tantas vezes, são considerados inferiores.
Talvez reflicta uma vontade de viver realidades cor de rosa, sem pensarmos na nossa realidade insana.
Talvez reflicta a insensibilidade que, pelos mass media vemos, todos os dias, enquanto mastigamos mais um chocolatito vendo o mundo esvair-se lá fora.
Há tempos, postamos algo sobre o parasitismo humano... realmente confirma-se.
Não se enganem, ele começa em mim!
Leva-nos a viajar por outras realidades que, qual necessidade voyeurista, nos faz conhecer outras pessoas sem as vermos realmente e conhecendo apenas a sua melhor máscara. É o que alguém designa por amigo virtual!
Lemos e comentamos a sua actividade periódica, sentimos necessidades, vontades e desejos escondidos por entre palavras, tantas vezes, inusitadas.
Noutros casos, ao viajar por mundos diferentes, criámos resistências por se dedicar a interesses diversos dos nossos, impedindo-nos de comentar e de voltar.
Porém, outros há que, apesar da pertinência e extrema generosidade, apresentam-se desprovidos de comentários, apesar de serem estes os que necessitam de maior atenção.
Falo do blog P'los Animais, cujo número de comentário é, em média, reduzido ao número redondo que nada diz.
Talvez reflicta o quanto desconfortável é ver a miséria humana na sua faceta mais original: a do desprezo para com outros seres semelhantes, de carne trémula, cujos direitos são semelhantes aos nossos, mas que, tantas vezes, são considerados inferiores.
Talvez reflicta uma vontade de viver realidades cor de rosa, sem pensarmos na nossa realidade insana.
Talvez reflicta a insensibilidade que, pelos mass media vemos, todos os dias, enquanto mastigamos mais um chocolatito vendo o mundo esvair-se lá fora.
Há tempos, postamos algo sobre o parasitismo humano... realmente confirma-se.
Não se enganem, ele começa em mim!
3.10.2006
Espaços apalavrados - reloaded
Espaços apalavrados, imaginados ou mimetados, todos eles têm o valor que lhe queiramos dar!
Uns, sob a forma de caracteres, propiciam a descodificação, outros, gesticulados, são interpretados segundo os olhos que o bebem.
É que a mensagem que todas as coisas emanam, reflecte uma ideia, transmitem algo, não que ela seja inteiramente a mais correcta ou verdadeira. Por vezes, mensagens há que transmitem um valor errado outras, na sua inverosimilhança, enviam o sinal correcto.
É o tal sinal tresmalhado que enviamos nos momentos piores e que é inacessível à massa. O mesmo que, no discurso, permite perceber anseios e vontades escondidas por detrás de palavras inauditas, essas mesmas que, por ventura, estão por detrás no monitor.
Uns, sob a forma de caracteres, propiciam a descodificação, outros, gesticulados, são interpretados segundo os olhos que o bebem.
É que a mensagem que todas as coisas emanam, reflecte uma ideia, transmitem algo, não que ela seja inteiramente a mais correcta ou verdadeira. Por vezes, mensagens há que transmitem um valor errado outras, na sua inverosimilhança, enviam o sinal correcto.
É o tal sinal tresmalhado que enviamos nos momentos piores e que é inacessível à massa. O mesmo que, no discurso, permite perceber anseios e vontades escondidas por detrás de palavras inauditas, essas mesmas que, por ventura, estão por detrás no monitor.
Assim é Hipácia, a cidade irreal, em que tudo tem um valor simbólico, nenhum valor factual.
3.08.2006
3.03.2006
Espaços esquecidos
Zobaida é uma cidade tanto fantástica quanto fantasmagórica.Feita para ser um labirinto da luxúria tornou-se, com o tempo, numa pálida imagem do que foi quando idealizada.
Tal como esta, a vontade de reviver é tão pujante que os limites para a sua reconstrução são facilmente ultrapassáveis.
Neste processo de passagem de obstáculos há recordação viva, esquecemo-nos que o passado não se repete, ou antes, repete-se, por vezes, mas segundo novos padrões, deixando apenas uma pálida imagem do que foi e, por isso, impossibilitando o retorno da tal emoção à tempos sentida.
Neste processo reedificativo, desvanecem sonhos, azedam desejos, aligeiram-se vontades. Permanece apenas a sensação de vazio e a certeza da frustração por não voltarem outros tempos memoráveis.
Assim nasce o esquecimento.
3.02.2006
Espaços apalavrados

Do gesto à palavra vai um processo de aprendizagem da verbalização de um acto.
Permite ramificar ideias, comparar e discutir, mas inviabiliza a pureza da comunicação e a duplicidade do que é dito, pois aos gestos correspondiam vários ideias, às palavras - a dureza da honestidade e a sua (in)compreensão.
É que as palavras têm o dom de limitar a imaginação, dão-lhe balizas.
Quando não utilizadas, permitem uma maior veracidade. É como se o silêncio fosse de ouro e permitisse o entendimento pleno do que foi expressado e do que podia ter sido dito.
Porém, quando nos limitamos à construção frásica, condensamos sentimentos, vontades, dúvidas e gestos à rudeza de um símbolo, ou conjunto deles.
Digamos que a escrita esgota sentidos, enquanto que a não comunicação abre valas para o desconhecido.
Contudo, o som organizado também se esgota. Desta feita, a única opção lógica será comunicar verbalizando o que é pretendido de forma mais ou menos aclarada.
Trata-se de um ciclo vicioso o de apalavrar sentidos, que acaba na monotonia e recomeça na esperança.
3.01.2006
Qé que estás dezendo!?
- O mito é um modelo arquitepo.
- A questão começou a aparecer, se a Terra não fica no centro, como é que podemos ser inseridos na nossa nova Terra?
- O mito é uma realidade extremamente complexa que pode ser aportada e interpretada em prespectivas mílipicas e complementares. O mito porcura maneira de dar sentido ao que se não compreende.
- Com a teoria de Descartes é que apareceu a moeda, a escrita e o calendário, tudo baseado na razão.
- (...) ou seja, se um terramoto destruisse algo, o homem diria por exemplo que era um Deus que o estava a punir por trabalhar pouco, e todos trabalhavam muito mais.
- A importância do contributo de Freud para o estudo do homem é que ele estudou a consciência do homem ou seja psíquica do homem. Ele diz que o universo é una universal.
2.24.2006
Espaços memoráveis

A memória é volátil, altera-se com o passar dos acontecimentos.
Deambula por entre factos e contextos e é mutável por eles mesmos. Tantos por uns que se lhe sobrepõe em importância social, quanto por outros mais confortáveis para a evolução da civilização.
Quando pessoal, a memória esvai-se com o tempo. Porém, quando colectiva, mantêm-se para além dos intervenientes e das vontades, esfumando-se ora quando saturado pelo manuseamento, ora quando tornado irrelevante ou obsoleto pela pertinência.
É uma forma estranha a da lembrança. O que vemos é nosso, não é o que foi e nunca tornará a ser o que era, contudo, mantêm-se inalterada em momentos virtuais, ainda que irreais na materialidade.
Interessante o processamento da memória, sempre selectivo, tanto para a permanência, quanto para a dissolução na bruma cerrada do tempo. Ideias, pessoas, vidas pululam o próprio passado, mas essas mesmas são efémeras. Apesar de deixarem um rasto de vida, esvaem-se pela calada, quando ansiamos pelo seu regresso.
Eufémia é assim, esquece a memória que a criou, contorce-se com a catadupa de acontecimentos que a originou e reformula-se com o presente visível, ilusório, em que vive.
Eufémia é assim, esquece a memória que a criou, contorce-se com a catadupa de acontecimentos que a originou e reformula-se com o presente visível, ilusório, em que vive.
2.22.2006
Qué que estás dizendo!?
Perlustrando patética petição produzida pela postulante, prevemos a possibilidade para pervencê-la porquanto perecem pressupostos primários permissíveis para propugnar pelo presente pleito pois prejulgamos pugna pretárita perfeitíssima.
Enviado por JP Miranda
2.21.2006
dilemas existenciais
a minha rua tem paralelepípedos feito de paralelogramos.
seis paralelogramos formam um paralelepípedo.
mil paralelepípedos formam uma paralelepipedovia.
uma paralelepipedovia tem mil paralelogramos.
então uma paralelepipedovia é uma paralelogramolândia?
seis paralelogramos formam um paralelepípedo.
mil paralelepípedos formam uma paralelepipedovia.
uma paralelepipedovia tem mil paralelogramos.
então uma paralelepipedovia é uma paralelogramolândia?
Enviado por JPMiranda
2.20.2006
Pensamentos transviados!
A boa caricatura é a auto-caricatura, uma vez que é a única incapaz de ferir susceptibilidades.
MESQUITAS, Grande (O). (2006). Conversas matutinas. Porto: Ed. Ribeira, p. tantas (adapt.)
2.15.2006
Corrente de cuscos!
Cu(s)cando um pouco sobre mim por solicitação imperial , cá vou eu , quioske, impessoal e intransmissível!
5 traços de personalidade
- Ideólogo (as postas brotam mas não passam de pescadas);
- Lamacento (uso sempre as palavras erradas para dizer o que quero);
- Positivista (vejo sempre o lago positivo da coisa, mesmo que seja muito má);
- Curioseiro (gosto de saber tudo o que se passa à minha volta, menos aspectos pessoais);
- Alternativóide (sou como sou, diferente, se não gostam das minhas calças brancas com bolas rosa choque, tanto melhor, menos um que tenho de aturar).
5 hábitos estranhos
- desifecto sempre a sanita antes de me sentar, quando não posso, não sento;
- amontoou papelada por todo o lado e de anos há (ou à!?) muito idos;
- deixo sempre (ou quase) o melhor para o fim;
- acabo no último dia, à última hora, 1 minuto antes da data limite;
- quando estou nervoso, coço a orelha como se não houvesse amanhã!
5 traços de personalidade
- Ideólogo (as postas brotam mas não passam de pescadas);
- Lamacento (uso sempre as palavras erradas para dizer o que quero);
- Positivista (vejo sempre o lago positivo da coisa, mesmo que seja muito má);
- Curioseiro (gosto de saber tudo o que se passa à minha volta, menos aspectos pessoais);
- Alternativóide (sou como sou, diferente, se não gostam das minhas calças brancas com bolas rosa choque, tanto melhor, menos um que tenho de aturar).
5 hábitos estranhos
- desifecto sempre a sanita antes de me sentar, quando não posso, não sento;
- amontoou papelada por todo o lado e de anos há (ou à!?) muito idos;
- deixo sempre (ou quase) o melhor para o fim;
- acabo no último dia, à última hora, 1 minuto antes da data limite;
- quando estou nervoso, coço a orelha como se não houvesse amanhã!
2.14.2006
Teorias profundas
A caminho da labuta, em conversas animadas pelo sono que desprega tarde as pestanas, cedo os elementos nos presenteiam com um perfume acre acastanhado.
Começa, então, a congeminar-se uma teoria explicativa do observável, antes olfactável: o cheiro a merda!
Digo para comigo que o problema é da chuva, ou melhor, da falta dela, é que as fezes a caminho da estação de tratamento vão resvalando na tubagem, como não chove, vão deixando resquícios à sua passagem!
Ora com o acumular dos arranhões e com a falta de água, vai-se libertando, progressivamente, o dito aroma.
Bom, tudo pareceria verosímil, se a Gaja Boa não tivesse, logo de seguida, replicado nos seguintes moldes.
Manifestou ela alguma estupefacção pela minha teoria parcamente defendida é que, de facto, o problema não tem a ver com a chuva ou falta dela, ao invés, está relacionada com a ingestão de poucos líquidos por parte da população.
É que como não se molha, mas gela-se, as pessoas têm menor vontade de ingerir líquidos e mais para comidas quentes, logo, de maior grau de dificuldade digestiva.
Portanto, defecam bananas com casca em vez de o fazerem sem ela.
Com o tempo e com o percurso, vão deixando esses tais resquícios que, com o acumular dos ditos arranhões, vão aumentando o valor nutritivo do aroma em causa.
Ora, se chovesse, era outra coisa, mesmo que a lasca fosse rija, a água amolecia-a, não permitindo tal concentração nas tubagens.
Começa, então, a congeminar-se uma teoria explicativa do observável, antes olfactável: o cheiro a merda!
Digo para comigo que o problema é da chuva, ou melhor, da falta dela, é que as fezes a caminho da estação de tratamento vão resvalando na tubagem, como não chove, vão deixando resquícios à sua passagem!
Ora com o acumular dos arranhões e com a falta de água, vai-se libertando, progressivamente, o dito aroma.
Bom, tudo pareceria verosímil, se a Gaja Boa não tivesse, logo de seguida, replicado nos seguintes moldes.
Manifestou ela alguma estupefacção pela minha teoria parcamente defendida é que, de facto, o problema não tem a ver com a chuva ou falta dela, ao invés, está relacionada com a ingestão de poucos líquidos por parte da população.
É que como não se molha, mas gela-se, as pessoas têm menor vontade de ingerir líquidos e mais para comidas quentes, logo, de maior grau de dificuldade digestiva.
Portanto, defecam bananas com casca em vez de o fazerem sem ela.
Com o tempo e com o percurso, vão deixando esses tais resquícios que, com o acumular dos ditos arranhões, vão aumentando o valor nutritivo do aroma em causa.
Ora, se chovesse, era outra coisa, mesmo que a lasca fosse rija, a água amolecia-a, não permitindo tal concentração nas tubagens.
Como é bom utilizar o método científico antes do pequeno almoço!
2.11.2006
Wondering Wondering hopeless Dawn
Mais uma passagem pelo estreito, o meu barco de pesca range com mais persistência a cada nó de impeto somado... a pesca está fraca, mas não me importo. Neste mundo de insólitos e indignos, brilho em cada porto, quase elevado ao estatuto de celebridade nos sorrisos e no trato, e pergunto-me se serei digno. A aura de aventureiro, de prescutador de segredos inusitados, navegante das alvas argos aladas persegue-me em cada olhar, em cada mordomia e protocolo coloquial, e pergunto-me se serei digno...
Resta-me o conforto da verdade da minha veracidade, trato o peixe acima de mim, e hoje a pesca nem foi má... acho que já me sinto melhor. Insólito? Talvez. Indigno? "Not in a million years!"
"Out here in the perimeter there are no stars, out here we are stoned, imaculate."
Ni!
Resta-me o conforto da verdade da minha veracidade, trato o peixe acima de mim, e hoje a pesca nem foi má... acho que já me sinto melhor. Insólito? Talvez. Indigno? "Not in a million years!"
"Out here in the perimeter there are no stars, out here we are stoned, imaculate."
Ni!
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