No comment

Sem rodeios, numa locomotiva em movimento iluminada por aquela lâmpada de tungsténio.


Jane Goodall in Léfini Faunal Reserve, Republic of the Congo, Africa
Ano: 1998
Fotografia: Michael Nichols
Casa de Chá da Boa Nova (1958-1963) by Siza Vieira
Title: Sea world... from above and from beneath
Em conversa com mi compañera, em pleno trânsito da VCI, surgiu a conversa da Humanidade e de como subjugamos o planeta às nossas vontades!
"- Parasitas... somos verdadeiros parasitas... tenho-o dito e as pessoas não acreditam, mas nascemos naturalmente avessos ao pacifismo e à coexistência pacífica! Nascemos prontos a devorar tudo o que nos satisfaça sem olhar a meios!"
Bom, parece-me que, de facto, a definição da humanidade como parasitária, é correcta, porém, a ideia freudiana de que nascemos tendencialmente maus, está, para mim, posta de lado.
Na minha opinião, nascemos inocentes, como se de um vazio cheio de potencialidade se tratasse. Vamos sendo moldado à medida que o contexto em que crescemos vai preenchendo o vácuo de ideias, estigmas, estereótipos, receios e vontades.
O nascimento não tem relação com a maldade, o problema é que o contexto humano belicista em que vivemos, faz com que nos tornemos felizes ignorantes, desrespeitando tudo o que são os valores intocáveis da coexistência pacífica com as outras espécies.
Defendo que somos realmente parasitas, no sentido em que garantimos a superioridade da espécie em relação às outras, quando o objectivo da existência é o de desenvolvimento com a diferença e não com a desgraça alheia.
Apesar disto, não culpo só o Zé, aquele que dá a paulada no bicho para lhe tirar a pele (esse, não percebe ou não quer perceber as repercussões do seu acto que já se tornou natural, como se aparafusasse uma porta!), culpo o que compra a estola, o cinto, a balize, porque tem acesso à informação e olha para o lado para não ver o processo!
É neste limbo de culpas que nos vamos safando das nossas, escrevemos umas coisas e a nossa consciência acalma... porém, tudo se mantém no lento ciclo, homicida, em que a Humanidade se movimenta!
"Parasitas... SOMOS verdadeiros parasitas!"