Zobaida é uma cidade tanto fantástica quanto fantasmagórica.Feita para ser um labirinto da luxúria tornou-se, com o tempo, numa pálida imagem do que foi quando idealizada.
Tal como esta, a vontade de reviver é tão pujante que os limites para a sua reconstrução são facilmente ultrapassáveis.
Neste processo de passagem de obstáculos há recordação viva, esquecemo-nos que o passado não se repete, ou antes, repete-se, por vezes, mas segundo novos padrões, deixando apenas uma pálida imagem do que foi e, por isso, impossibilitando o retorno da tal emoção à tempos sentida.
Neste processo reedificativo, desvanecem sonhos, azedam desejos, aligeiram-se vontades. Permanece apenas a sensação de vazio e a certeza da frustração por não voltarem outros tempos memoráveis.
Assim nasce o esquecimento.
9 comentários:
É bom que assim seja. Algumas coisas são sublimes porque são únicas.
e também há coisas que nunca se esquecem, normalmente as únicas.
ia dizer qualquer coisa e esqueci-me...
resta-nos a curiosidade do futuro e a influencia que temos nele, certo?...
Para a cidade, como para tantas outras coisas... =S
Bom fim-de-semana*
importante mesmo é esquecer o esquecimento. b'dia.
importante mesmo é...caralho!
Sodoma ou Gomorra?
Pois... o que nunca se esquece, é sempre único!!!.... ou não!!
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